Os Estados Unidos estão desenvolvendo um mecanismo de preço mínimo para proteger o mercado de terras raras da manipulação chinesa, segundo informações do OilPrice. Este movimento visa reduzir a dependência do Ocidente em relação à China, que atualmente domina o fornecimento e a precificação desses minerais críticos para as indústrias de defesa e automotiva.
Por que os EUA querem um novo índice de preços?
O preço do óxido de praseodímio-neodímio (PrNd) na China subiu para até US$ 125 por quilograma, o maior nível desde julho de 2022. Isso está acima do limite de US$ 110 por kg, abaixo do qual o governo dos EUA prometeu subsidiar a produção da MP Materials. Essa alta nos preços chineses está impactando os preços fora da China, já que muitos acordos, incluindo o da MP Materials com o Departamento de Defesa dos EUA, utilizam os preços do mercado chinês.
Como a China influencia o mercado global?
O Congresso dos EUA destacou que a estrutura legal da China permite que Pequim ajuste os preços para favorecer seus interesses econômicos e de segurança nacional. “Esse quadro legal efetivamente torna ilegal publicar preços que desviem dos desejos do governo da RPC”, afirmou uma investigação bipartidária. A China vê os minerais críticos em termos geoestratégicos, manipulando o mercado global para seus próprios interesses.
Quais são os próximos passos do Ocidente?
Os EUA estão discutindo com aliados um sistema de preço mínimo para minerais críticos, conforme afirmou Jacob Helberg, Subsecretário de Estado para Assuntos Econômicos. Além disso, a Benchmark Mineral Intelligence lançou avaliações de preços de terras raras fora da China, e a CME Group está próxima de lançar o primeiro contrato futuro de terras raras do mundo.
Fonte original: OilPrice


