O Estádio Olímpico Monumental, antiga casa do Grêmio no bairro Azenha, em Porto Alegre, segue em uso mesmo após ser desocupado em 2014, quando o clube passou a mandar seus jogos na Arena. Em processo de demolição e com vigilância terceirizada 24 horas por dia, o local, segundo reportagem publicada pelo GE em 28 de março de 2026, abriga treinamentos de tiro de forças de segurança, homenagens póstumas com cinzas de torcedores e visitas motivadas pela memória afetiva ligada ao estádio. O espaço continua sob responsabilidade do clube.
Quem passa pela região encontra uma estrutura que ocupa quarteirões, com muros pichados, mato alto e sinais de abandono. Apesar disso, o antigo estádio ainda mantém atividades em seu interior. Além da segurança patrimonial, o local já foi usado em outros momentos como garagem de ônibus para a Carris, ponto de coleta de doações para vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, espaço para a festa de 121 anos do clube e cenário de ação relacionada ao lançamento de novas camisas do Grêmio.
Por que o antigo estádio é usado para treinamentos?
Uma das utilizações mais incomuns do Olímpico, segundo a reportagem de 28 de março de 2026, é por parte de forças de segurança pública. Conforme o texto, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil realizam no local treinamentos de tiro. A vegetação alta e a baixa circulação de pessoas no terreno são apontadas como fatores que favorecem simulações de ambientes hostis.
Os disparos são autorizados pelo Grêmio e, de acordo com o relato publicado, podem ser ouvidos por moradores da região. A informação da reportagem é de que essa atividade não representa risco à comunidade. Imagens citadas na apuração mostram marcas de tiros em paredes internas e cartuchos espalhados pelo gramado do antigo estádio.
Como o Olímpico passou a receber homenagens póstumas?
O estádio também se transformou em espaço de despedida para torcedores. Conforme a apuração do GE, familiares de gremistas falecidos procuram o clube para pedir autorização para espalhar cinzas no terreno. Os pedidos são analisados individualmente e, em alguns casos, recebem aval.
Quando autorizadas, as homenagens ocorrem de forma discreta. Segundo a reportagem, um parente ou amigo entra no pátio do estádio e deixa as cinzas perto de uma árvore, ao lado de onde ficava o antigo campo suplementar. O local, de acordo com o texto original, passou a receber com frequência esse tipo de homenagem nos últimos anos.
- Treinamentos de tiro de forças de segurança
- Homenagens póstumas com cinzas de torcedores
- Vigilância terceirizada permanente
- Visitas motivadas por lembranças do estádio
O estádio ainda atrai torcedores e visitantes?
Mesmo sem sediar partidas desde a inauguração da Arena do Grêmio, o Olímpico continua despertando interesse de torcedores e turistas. A entrada, em geral, é vetada por razões de segurança, mas a reportagem informa que houve casos de pessoas que conseguiram acesso ao local. Um dos episódios mencionados envolve um turista do Senegal que pediu aos seguranças para entrar.
Outro caso citado pela apuração é o de uma idosa que chegou ao estádio com auxílio de um cilindro de oxigênio e pediu para levar um pedaço da estrutura para casa. Situações como essas, segundo o GE, se repetem com visitantes de diferentes partes do Brasil e do exterior, todos movidos pelo vínculo simbólico com o antigo palco de conquistas do clube.
O que o Olímpico representa hoje para o Grêmio?
A reportagem retrata o Olímpico como um espaço de transição entre ruína e memória. Embora esteja fisicamente degradado e em demolição, o estádio ainda concentra práticas que preservam algum tipo de vínculo com sua história. Esse elo aparece tanto nas homenagens póstumas quanto nas tentativas de visita e nas atividades pontuais autorizadas pelo clube.
Sem jogos e longe da rotina que marcou décadas do futebol gremista, o antigo estádio permanece como referência afetiva para torcedores. O que antes era um palco esportivo hoje abriga usos diversos e silenciosos, mas continua inserido na relação entre o Grêmio, sua torcida e a cidade de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.
