O governo dos Estados Unidos, sob o comando do presidente Donald Trump, planeja reembolsar a TotalEnergies em US$ 928 milhões para cancelar contratos de arrendamento de energia eólica offshore e interromper futuros desenvolvimentos, segundo artigo publicado em 28 de março de 2026. A medida, relatada no contexto de alta dos preços de energia e de uma reorientação da política energética para petróleo e gás, foi apresentada como parte de uma ofensiva mais ampla contra a expansão da energia dos ventos no país.
De acordo com informações da OilPrice, a proposta prevê compensação bilionária à empresa francesa para encerrar seus projetos eólicos marítimos de forma permanente. O texto afirma que a decisão ocorre após mais de um ano de críticas de Trump à energia eólica, além de cortes no apoio financeiro federal ao setor e de uma mudança de foco para combustíveis fósseis.
O que o plano de Washington prevê para a energia eólica offshore?
Segundo a publicação, o governo norte-americano quer pagar US$ 928 milhões à TotalEnergies para encerrar contratos de arrendamento ligados à geração eólica no mar e barrar novos projetos. O movimento, descrito no artigo como um acordo para matar a energia eólica, se insere em uma política de contenção da expansão renovável adotada desde o retorno de Trump à Presidência.
O texto informa que, no cenário atual dos Estados Unidos, a energia eólica responde por cerca de 10% da matriz energética. Também relata que a capacidade instalada cresceu de forma acelerada após a aprovação do Inflation Reduction Act, conhecido pela sigla IRA, pacote aprovado no governo Joe Biden para incentivar investimentos em energia limpa e indústria, entre outras áreas.
Como Trump tem tratado o setor desde que voltou ao cargo?
De acordo com o artigo, Trump vem atacando repetidamente a indústria eólica desde janeiro de 2025. A reportagem menciona que ele assinou uma ordem executiva suspendendo aprovações para o desenvolvimento de projetos de vento. O texto também registra que o presidente classificou a fonte como a forma de energia mais cara, afirmação contestada no próprio artigo.
A publicação sustenta que a energia eólica se tornou a fonte mais barata de nova eletricidade nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, relata que Trump chamou parques eólicos de visualmente indesejáveis e fez declarações sobre impactos ambientais e operacionais das turbinas. Segundo o texto original, ele afirmou, sem comprovação apresentada na matéria, que projetos offshore matam baleias e exagerou os efeitos sobre a população de aves. O artigo ainda contrapõe uma fala atribuída a Trump sobre a vida útil média das turbinas, dizendo que elas durariam oito anos, enquanto a estimativa citada na reportagem é de 20 a 25 anos.
Por que a decisão gera críticas no debate sobre energia?
A reportagem afirma que críticos da medida avaliam que o recuo em relação às fontes renováveis pode elevar os custos de energia e aprofundar a dependência de mercados fósseis mais voláteis. O texto relaciona essa mudança de direção ao contexto geopolítico e às disrupções no setor energético internacional, mas não detalha, no trecho fornecido, quais seriam os próximos passos administrativos para viabilizar o reembolso à empresa.
Para o leitor brasileiro, a mudança de rumo nos Estados Unidos é relevante porque o mercado americano tem peso na cadeia global de investimentos, tecnologia e equipamentos de energia renovável. Além disso, o debate ocorre em um momento em que o Brasil discute a expansão da eólica offshore em sua costa, tema que envolve licenciamento, regulação e atração de capital para novos projetos.
Entre os principais pontos destacados no artigo original, estão:
- o plano de reembolsar a TotalEnergies em US$ 928 milhões;
- o cancelamento de arrendamentos para eólica offshore;
- a interrupção de futuros projetos do segmento;
- a mudança de prioridade de renováveis para petróleo e gás;
- as críticas de que a medida pode pressionar os preços da energia.
No material publicado pela OilPrice, a proposta é apresentada como mais um passo de uma agenda energética voltada à restrição da energia eólica nos Estados Unidos. Com isso, o debate sobre custo, segurança energética e diversificação da matriz volta ao centro das disputas políticas no país, especialmente em um momento de pressão sobre os preços e de incerteza no mercado internacional.
