
Endrick voltou a ficar fora do time titular da seleção brasileira sob o comando de Carlo Ancelotti, em meio a mais uma mudança de treinador no ciclo do time nacional. Nesta segunda-feira, 31 de março de 2026, o atacante novamente aparecia fora da formação inicial para o jogo contra a Croácia, às 21h, depois de também ter permanecido no banco diante da França. O cenário amplia a dificuldade do jogador em ganhar espaço na equipe e torna mais distante sua presença em uma futura Copa. De acordo com informações do UOL Esporte, a sequência de decisões reforça um histórico de pouca utilização do atacante com diferentes comandos.
Ancelotti afirmou que pretendia testar sua equipe titular contra França e Croácia, mas disse que isso não foi possível por causa de lesões. Por esse motivo, optou por fazer mudanças na equipe. Ainda assim, Endrick não foi escalado entre os titulares. Contra a França, o treinador realizou todas as substituições possíveis e manteve o atacante no banco. Para o confronto contra a Croácia, a indicação voltou a ser de ausência na equipe inicial.
Como Endrick tem sido utilizado na seleção brasileira?
A situação não é inédita para o jogador vestindo a camisa da seleção. Com Fernando Diniz, Endrick não foi titular nenhuma vez, sob a justificativa de que ainda era muito jovem. Depois, com Dorival Júnior, começou jogando em duas oportunidades, apesar de ter saído do banco em amistosos contra Inglaterra, Espanha e México e ter marcado gol nos três jogos de forma consecutiva.
Na Copa América de 2024, mesmo após a lesão de Pedro, o atacante revelado pelo Palmeiras seguiu como opção no banco na maior parte do torneio sob o comando de Dorival. A competição continental reúne as seleções da Conmebol e costuma servir como um dos principais testes do ciclo da seleção brasileira entre Copas do Mundo. Naquela competição, teve apenas uma chance como titular. O retrospecto mostra que, apesar de momentos de impacto quando acionado, ele não conseguiu se firmar de maneira contínua entre os onze iniciais.
O que mudou com Carlo Ancelotti?
Segundo a reportagem, Endrick chegou a deixar o Real Madrid para atuar no Lyon após seguir uma orientação de Ancelotti, em busca de mais minutos em campo e maiores possibilidades de convocação. A mudança de clube, porém, não significou uma entrada imediata no time titular da seleção. Embora tenha voltado a ser chamado, o atacante continuou fora da escalação inicial indicada pelo treinador.
A leitura feita pelo próprio Ancelotti é a de que o jogador ainda integra um projeto de médio prazo na seleção. Ao comentar a situação do atacante, o técnico italiano indicou que vê evolução no desempenho de Endrick, inclusive em uma função mais aberta no ataque, mas sinalizou que o processo ainda está em desenvolvimento.
“É um interessante tema isso porque eu o conhecia como atacante central e agora ele está jogando mais ao lado e está fazendo bem também. Mas essa posição requer mais trabalho defensivo, mas ele, para a idade que tem, para a estrutura que tem, está fazendo o que pode fazer. Estou admirando a sua evolução, que é muito boa. Obviamente, Endrick, como muitos outros, vai ser o futuro da seleção”.
Por que a Copa parece mais distante para o atacante?
O principal fator apontado pelo texto é a repetição do mesmo cenário com três treinadores diferentes. Endrick teve poucas oportunidades como titular com Fernando Diniz, Dorival Júnior e agora Carlo Ancelotti. Isso ocorre mesmo após boas atuações em amistosos e de uma mudança de clube motivada, segundo a reportagem, pela busca de mais espaço.
- Com Fernando Diniz, não foi titular nenhuma vez
- Com Dorival Júnior, começou jogando em duas partidas
- Fez gols em amistosos contra Inglaterra, Espanha e México
- Na Copa América de 2024, teve apenas uma chance como titular
- Com Carlo Ancelotti, seguiu no banco contra França e Croácia
Com isso, a trajetória recente do atacante na seleção passa a ser marcada menos por afirmação e mais por espera. O discurso de futuro feito por Ancelotti reconhece potencial, mas também indica que, no presente, Endrick ainda não ocupa um lugar consolidado entre os principais nomes da equipe brasileira.