A Emirates Global Aluminium (EGA) comunicou oficialmente nesta sexta-feira, 3 de abril de 2026, que a recuperação total da capacidade produtiva de sua fundição em Al Taweelah, localizada nos Emirados Árabes Unidos, poderá levar até 12 meses. A infraestrutura estratégica foi severamente afetada por um ataque iraniano ocorrido no final do mês anterior, o que resultou na interrupção imediata de parte das operações de alumínio primário.
De acordo com informações do Valor Empresas, o cronograma de restauração reflete a complexidade técnica envolvida na manutenção de uma planta de grande porte. A companhia, que figura entre as maiores produtoras globais do setor, trabalha agora para mitigar os efeitos da redução na oferta do metal no mercado internacional e garantir a integridade de seus ativos industriais. No Brasil, variações no fornecimento e no preço internacional do alumínio podem pressionar os custos de setores estratégicos que dependem fortemente da commodity, como a indústria automotiva, a construção civil e a fabricação de embalagens.
Quanto tempo durará a interrupção das atividades na unidade?
A previsão de 12 meses estabelecida pela Emirates Global Aluminium é vista como um prazo necessário para garantir que todos os sistemas de fundição sejam reiniciados com segurança. No setor de alumínio, o desligamento não planejado de cubas eletrolíticas pode causar o resfriamento e a solidificação do metal fundido, um processo que exige a substituição total ou o reparo profundo dos equipamentos afetados, justificando o período prolongado de um ano para o retorno à capacidade plena.
A unidade de Al Taweelah é um dos ativos mais importantes para a economia dos Emirados Árabes Unidos. O complexo industrial não apenas processa o metal, mas também integra uma cadeia logística que atende clientes em diversos continentes. A interrupção prolongada levanta preocupações sobre a estabilidade dos preços do alumínio no mercado de commodities e o cumprimento de contratos de exportação previamente firmados pela EGA.
Qual foi a causa da paralisação em Al Taweelah?
O incidente foi atribuído a uma ofensiva conduzida pelo Irã no fim do mês passado. Embora os detalhes específicos sobre a extensão total dos danos físicos às instalações não tenham sido detalhados publicamente, a gravidade do impacto é evidenciada pela necessidade de um ciclo de recuperação de 12 meses. O episódio insere-se em um contexto de tensões regionais que afetam diretamente a infraestrutura industrial e energética no Oriente Médio.
A gestão da Emirates Global Aluminium destacou que a prioridade atual é a segurança dos colaboradores e a avaliação técnica rigorosa das células de produção. A recuperação gradual é esperada ao longo do ano, mas a produção total de alumínio primário só deverá ser restabelecida em sua totalidade no primeiro semestre do próximo ano civil, caso o cronograma atual de reparos seja mantido sem novos percalços operacionais ou externos.
Quais são os principais desafios para a recuperação da produção?
A restauração de uma fundição de alumínio de alta tecnologia após um evento de interrupção forçada envolve diversos fatores críticos, entre eles:
- Avaliação estrutural das cubas de redução atingidas pelo impacto;
- Limpeza e remoção do material solidificado nos sistemas de fundição;
- Reaquecimento gradual das células para evitar danos por choque térmico;
- Logística de reposição de componentes técnicos específicos da planta;
- Garantia de fornecimento estável de energia para o processo eletrolítico.
A Emirates Global Aluminium reafirmou seu compromisso com a transparência junto aos acionistas e parceiros comerciais durante este período de crise. A empresa deve fornecer atualizações periódicas à medida que as fases de reparo avançarem em Al Taweelah, buscando minimizar os prejuízos financeiros e logísticos decorrentes da ação hostil sofrida no território árabe.


