
A política interna do São Paulo Futebol Clube, um dos clubes mais tradicionais do futebol brasileiro, passa por um momento de reavaliação. A possibilidade de Harry Massis Júnior, atual presidente do clube, disputar a eleição presidencial no final de 2026 voltou a ser considerada nos bastidores do estádio Morumbis, na capital paulista. De acordo com informações publicadas em 4 de abril de 2026 pelo UOL Esporte, a articulação parte de setores da situação, motivada principalmente pela escassez de nomes fortes para a sucessão no cargo executivo máximo da instituição esportiva.
A atual gestão assumiu a liderança do clube paulista após um período de intensa turbulência política, marcado pelo processo de impeachment e pela posterior renúncia do ex-mandatário Julio Casares. Desde a troca de comando, a nova diretoria tem trabalhado para estabilizar o ambiente interno e resgatar a confiança institucional. A ausência de um candidato natural e consensual dentro do grupo político de situação acaba fortalecendo a presença do atual gestor nos debates sobre o futuro comando administrativo da entidade.
Por que Harry Massis Júnior reluta em assumir a candidatura?
Embora a pressão interna cresça gradativamente, o dirigente mantém a postura pública de que não pretende concorrer ao pleito. O movimento para que ele permaneça não parte do próprio presidente, mas sim de interlocutores que buscam manter a continuidade do atual projeto político do clube.
Em entrevista concedida no mês de janeiro de 2026 à emissora de televisão por assinatura BandSports, o dirigente foi categórico ao negar qualquer ambição eleitoral, reforçando seu caráter técnico e seu desejo de concluir o mandato sem envolvimento em disputas partidárias internas.
Não, de jeito nenhum (serei candidato). Dia 31 de dezembro eu quero entregar o cargo. Não sou candidato, não sou político, não vou fazer política. Eu vou pensar só no São Paulo Futebol Clube. Eu quero unir todos em prol do São Paulo Futebol Clube. Não falo em política, não vou falar em política. Eu quero terminar o mandato de uma forma melhor e deixar, se for o caso, um legado para o pessoal.
Quais fatores definirão o cenário político do São Paulo?
Apesar da movimentação nos bastidores, o momento no clube do Morumbis é tratado com extrema cautela. Com um prazo de aproximadamente oito meses até a realização da eleição, a avaliação geral é de que qualquer definição oficial neste momento seria considerada precipitada pelas lideranças.
Fontes ligadas à cúpula tricolor destacam que algumas variáveis concretas e desafiadoras ainda pesarão de forma decisiva para a consolidação deste complexo cenário eleitoral. Os principais pontos de observação e análise da situação incluem os seguintes aspectos institucionais e desportivos:
- O desempenho do time de futebol profissional ao longo da atual temporada;
- O clima e o ambiente político estabelecido entre os sócios e conselheiros;
- A capacidade e a forma como a diretoria conduzirá pautas sensíveis dentro do Conselho Deliberativo.
Quais são as prioridades atuais da diretoria são-paulina?
Até que o quadro eleitoral ganhe contornos mais definitivos, o foco da administração no dia a dia do centro de treinamentos e do estádio permanece voltado para questões urgentes de gestão e estruturação financeira. A equipe de dirigentes busca evitar que as especulações eleitorais atrapalhem o andamento das negociações em curso.
Atualmente, os esforços executivos estão concentrados em três frentes consideradas prioritárias para a saúde financeira e operacional da instituição esportiva para o triênio seguinte. A agenda administrativa engloba os seguintes temas emergenciais:
- A renovação do contrato de fornecimento de material esportivo com a marca norte-americana New Balance;
- A busca e a captação de novos acordos de patrocínio para valorizar a camisa e as propriedades comerciais;
- A negociação de empréstimos e readequações financeiras que dependem diretamente de aprovação interna dos órgãos competentes.
Por fim, a cúpula administrativa reitera que ainda não existe uma articulação formal, registrada ou assumida publicamente em torno de uma candidatura para a gestão que se iniciará em 2027, mantendo o planejamento estratégico voltado exclusivamente para a entrega de resultados em 2026.