Um avião militar norte-americano E-3 Sentry, avaliado em US$ 270 milhões, foi destruído durante um ataque com mísseis e drones atribuído ao Irã à Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, em 29 de março de 2026. O ataque deixou pelo menos 12 militares dos Estados Unidos feridos, sendo dois em estado grave, e atingiu outras aeronaves estacionadas na base. A ofensiva faz parte de uma escalada recente de confrontos no Oriente Médio, em resposta à presença militar americana na região. Para o Brasil, episódios de instabilidade na região costumam ser acompanhados com atenção por causa do peso do Oriente Médio no mercado internacional de petróleo e dos possíveis reflexos sobre a economia global.
De acordo com informações do G1 Mundo, o E-3 Sentry estava entre os alvos danificados na instalação saudita, que serve como ponto estratégico para operações das forças americanas no Golfo. A Arábia Saudita é um dos principais produtores de petróleo do mundo, o que faz com que conflitos em seu território tenham repercussão internacional e interesse direto para países importadores e exportadores, como o Brasil.
O que é o E-3 Sentry?
O E-3 Sentry é uma aeronave de vigilância e comando aéreo desenvolvida pelos Estados Unidos, conhecida pela sigla AWACS (Airborne Warning and Control System, ou Sistema Aerotransportado de Alerta e Controle). Baseada no modelo comercial Boeing 707, entrou em operação em 1977 e é equipada com um grande radome — estrutura em forma de disco instalada no topo da fuselagem — que abriga um radar rotativo capaz de detectar alvos aéreos e marítimos a mais de 375 km de distância.
O sistema consegue identificar aeronaves voando em baixa altitude, superando limitações comuns de radares terrestres, e opera em qualquer condição climática. Os dados coletados são processados a bordo e transmitidos em tempo real para centros de comando, navios e outras unidades militares, permitindo coordenação eficaz de operações ofensivas e defensivas.
Quais são as capacidades técnicas do avião?
O E-3 Sentry mede 46,6 metros de comprimento e tem envergadura de 44,4 metros. É impulsionado por quatro motores turbofan, podendo atingir velocidade máxima de 855 km/h e autonomia de mais de 9.000 km. Sem reabastecimento em voo, permanece operante por cerca de oito horas. A tripulação típica inclui quatro pilotos — dois em serviço e dois de reserva — e entre 13 e 19 operadores de sistemas especializados em análise de dados e coordenação tática.
- Custo unitário: US$ 270 milhões
- Alcance do radar: superior a 375 km
- Autonomia sem reabastecimento: aproximadamente oito horas
- Velocidade máxima: 855 km/h
A Força Aérea dos Estados Unidos mantém uma frota reduzida dessas aeronaves, consideradas essenciais para missões no exterior, especialmente em zonas de conflito como o Oriente Médio.

