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Dorival Júnior é o décimo técnico demitido no Campeonato Brasileiro 2026

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O técnico Dorival Júnior foi demitido do Corinthians na noite de domingo, 5 de abril, após a derrota por 1 a 0 para o Internacional na Neo Química Arena, localizada na zona leste de São Paulo. Com a decisão da diretoria alvinegra motivada pelo mau desempenho em casa, o profissional tornou-se o décimo comandante a perder o cargo na edição de 2026 da principal competição do futebol nacional, o Campeonato Brasileiro.

De acordo com informações do GE Futebol, a passagem do treinador pelo clube paulista durou pouco menos de um ano. Contratado no final de abril de 2025, ele encerrou seu ciclo com dois troféus nacionais de mata-mata conquistados: a Copa do Brasil de 2025 e a Supercopa do Brasil de 2026. Ao todo, foram 66 partidas no comando do time, somando 26 vitórias, 19 empates e 21 derrotas, o que representa um aproveitamento de 49%. No momento do desligamento, a equipe amargava a décima sexta colocação no torneio nacional após dez rodadas, posição que beira a zona de rebaixamento (Z4).

Quais foram os primeiros treinadores demitidos no Brasileirão 2026?

A alta rotatividade de técnicos — um problema histórico no futebol nacional — começou cedo nesta temporada. A primeira queda ocorreu logo em 12 de fevereiro, quando o Atlético Mineiro optou por desligar o argentino Jorge Sampaoli. A decisão foi tomada após um empate em 3 a 3 com o Remo, na Arena MRV, estádio do clube em Belo Horizonte. Sampaoli encerrou sua segunda passagem pelo clube com 45% de rendimento em 34 jogos disputados desde setembro de 2025.

Ainda em fevereiro, no dia 22, Fernando Diniz deixou o comando do Vasco da Gama em virtude de uma derrota no Campeonato Carioca (torneio estadual do Rio de Janeiro) contra o Fluminense, acumulando 41% de aproveitamento em dez meses de trabalho. Na sequência, o mês de março registrou uma onda de demissões. O colombiano Juan Carlos Osorio foi dispensado do Remo no dia 1º de março, após 14 jogos. Apenas dois dias depois, Filipe Luís, atual campeão nacional pelo Flamengo, não resistiu às perdas da Supercopa do Brasil e da Recopa Sul-Americana (torneio continental organizado pela Conmebol), deixando o cargo mesmo com um histórico de cinco títulos e 70% de aproveitamento em cem partidas.

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Como se deu a sequência de demissões em março e abril?

A lista de dispensas continuou a crescer ao longo do mês de março. Hernán Crespo encerrou sua segunda passagem pelo São Paulo no dia 9, com 51% de aproveitamento em 46 jogos, mesmo tendo liderado o início da competição atual. Pouco depois, em 15 de março, o ex-treinador da seleção brasileira, Tite, saiu do Cruzeiro após empatar com o Vasco. Ele permaneceu três meses na equipe mineira, onde conquistou o campeonato estadual e obteve 53% de rendimento. No dia 19, foi a vez do argentino Juan Vojvoda ser desligado do Santos, um dia após perder para o Internacional na sétima rodada, fechando sua trajetória de evitar o rebaixamento do clube da Baixada Santista no ano anterior.

Na reta final das trocas registradas até o momento, Martín Anselmi permaneceu por pouco tempo no Botafogo. Contratado em dezembro de 2025, o argentino foi demitido em 22 de março, logo após uma vitória fora de casa sobre o Red Bull Bragantino. Já no início de abril, Gilmar Dal Pozzo não suportou uma goleada de 4 a 0 sofrida pela Chapecoense (equipe de Santa Catarina) contra o Atlético Mineiro, encerrando um ciclo de 20 meses com 51% de aproveitamento. Para ilustrar o cenário de instabilidade, confira a cronologia das demissões na elite do futebol brasileiro neste ano:

  • Jorge Sampaoli (Atlético-MG): demitido em 12 de fevereiro.
  • Fernando Diniz (Vasco): demitido em 22 de fevereiro.
  • Juan Carlos Osorio (Remo): demitido em 1º de março.
  • Filipe Luís (Flamengo): demitido em 3 de março.
  • Hernán Crespo (São Paulo): demitido em 9 de março.
  • Tite (Cruzeiro): demitido em 15 de março.
  • Juan Vojvoda (Santos): demitido em 19 de março.
  • Martín Anselmi (Botafogo): demitido em 22 de março.
  • Gilmar Dal Pozzo (Chapecoense): demitido em 3 de abril.
  • Dorival Júnior (Corinthians): demitido em 5 de abril.

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