Dicas para reequilibrar o corpo após o consumo excessivo de chocolates em datas festivas, como a Páscoa, foram o tema central do programa Viva Maria, da Rádio Nacional, nesta segunda-feira (6). A jornalista e escritora Sonia Hirsch, especialista em alimentação natural e promoção da saúde, apresentou orientações práticas para mitigar os efeitos da ingestão exagerada de doces, focando primordialmente na recuperação do sistema digestivo e no bem-estar geral.
De acordo com informações da Radioagência Nacional, a moderação e a escolha estratégica de alimentos e líquidos são fundamentais para restabelecer o equilíbrio do organismo após períodos de indulgência. A recomendação principal é evitar soluções drásticas, optando por um retorno gradual à rotina saudável por meio de escolhas conscientes e desintoxicantes.
Como deve ser a hidratação após o consumo excessivo de doces?
A escritora Sonia Hirsch enfatiza que a prioridade imediata no dia seguinte ao exagero alimentar deve ser a hidratação intensiva. A água é o elemento essencial para o corpo, entretanto, o uso de chás com propriedades medicinais e digestivas pode potencializar significativamente o processo de recuperação orgânica. Segundo a especialista, o ideal é iniciar o dia consumindo líquidos que auxiliem na filtragem de toxinas pelo sistema renal e hepático.
A ingestão desses líquidos deve ser feita de forma fracionada ao longo de toda a manhã, preferencialmente em temperatura morna ou ambiente, evitando-se choques térmicos no sistema digestório. Esta prática ajuda a limpar o paladar e a reduzir a compulsão por novos alimentos açucarados, que costuma surgir logo após os picos de glicemia causados pelo consumo de chocolate.
Quais são os chás mais indicados para auxiliar a digestão?
Para auxiliar o fígado e o estômago no processamento do excesso de gordura e açúcar contidos nos produtos derivados do cacau, Hirsch recomenda variedades específicas de ervas conhecidas por suas funções depurativas. Estas plantas possuem compostos ativos que estimulam a produção de bile e facilitam o trânsito intestinal, combatendo a sensação de peso. Os principais itens mencionados para infusão são:
- Dente-de-leão;
- Carqueja;
- Camomila;
- Capim-limão.
Quais alimentos devem ser evitados para não sobrecarregar o fígado?
O foco da alimentação pós-excesso deve ser o baixo teor de gordura. O objetivo principal é poupar o sistema hepático, órgão responsável por processar as gorduras e açúcares, que costuma ficar sobrecarregado após a ingestão de grandes quantidades de chocolate. A orientação é manter um cardápio leve e de fácil assimilação durante pelo menos 48 horas após o episódio de exagero.
Alimentos pesados podem prolongar o mal-estar e a sensação de estufamento. Por isso, a especialista recomenda distância de certos grupos alimentares nas horas seguintes. A disciplina na escolha dos ingredientes é o que garante uma recuperação mais rápida e menos dolorosa para o sistema metabólico, prevenindo crises de enxaqueca ou fadiga extrema associadas à má digestão.
Entre as restrições sugeridas pela escritora para este período de recuperação, destacam-se:
- Frituras e alimentos imersos em óleo;
- Manteiga, margarina e queijos amarelos;
- Alimentos ultraprocessados e embutidos;
- Refeições excessivamente volumosas ou condimentadas.
Existe algum alimento recomendado em caso de sensação de fraqueza?
Caso o indivíduo sinta fraqueza ou uma queda brusca de energia — fenômeno biológico comum após o fim do efeito do pico de açúcar no sangue — a ingestão de ovos é recomendada como uma alternativa segura. Hirsch aponta que o ovo é um alimento altamente nutritivo, de fácil preparo e que oferece as proteínas necessárias sem pesar excessivamente na digestão, servindo como uma base sólida para a retomada da dieta habitual.
A apresentadora Mara Régia, durante a condução do programa da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), reforçou a importância de cada cidadão ouvir os sinais do próprio corpo e adotar essas medidas preventivas para evitar que um momento de celebração se transforme em um problema de saúde prolongado. A educação alimentar, conforme discutido no Viva Maria, é uma ferramenta essencial de autonomia para a manutenção da saúde pública.



