O campo de Al-Hol, localizado no nordeste da Síria, foi oficialmente desmantelado pela governo de transição sírio, liberando milhares de simpatizantes do Estado Islâmico (IS). De acordo com informações do Tagesschau, a medida foi tomada após a retirada das forças curdas que anteriormente controlavam o local. Especialistas alertam que essa ação pode resultar em um aumento do terrorismo na região.
O que levou ao desmantelamento do campo?
O campo de Al-Hol abrigava, há anos, familiares de combatentes do IS, incluindo mulheres e crianças, em condições humanitárias precárias. Thomas Renard, especialista em terrorismo do International Center for Counter-Terrorism, afirmou:
“Al-Hol era uma bomba-relógio. Era necessário encontrar uma solução sustentável para os seguidores do IS, com condenação adequada e chance de reabilitação.”
A decisão de desmantelar o campo foi tomada pela nova administração islâmica, que assumiu o controle após a retirada das forças curdas.
Qual é o destino dos ex-internos?
Após o desmantelamento, muitos dos ex-internos foram transferidos para outro campo na província de Aleppo ou enviados para o Iraque. A UNHCR ajudou na repatriação de cerca de 200 cidadãos iraquianos. O ministro das Relações Exteriores do Iraque, Fuad Hussein, expressou preocupação com a atividade do IS na Síria, destacando a necessidade de coordenação com o governo sírio.
Quais são as implicações futuras?
Há relatos de que milhares de internos deixaram o campo sem controle, o que pode representar uma nova ameaça para a região. Renard alertou:
“Tememos que alguns possam se juntar ao IS, que certamente celebrará isso como uma vitória.”
Além disso, a situação das crianças que cresceram no campo é preocupante. Muitas nunca tiveram contato com o mundo exterior e agora enfrentam o desafio de se integrar à sociedade síria.
Fonte original: Tagesschau