O Instituto Ethos publicou um manifesto em que defende a criação de uma Coalizão Empresarial Contra a Desinformação, proposta apresentada em conjunto com ABERT, Aberje e Abradee, no Brasil, segundo texto divulgado pela própria entidade. A iniciativa foi apresentada como uma resposta ao avanço da desinformação, apontada pelas organizações como um fator que afeta a confiança nas instituições, o debate público, a estabilidade democrática e a previsibilidade dos negócios.
De acordo com informações do Instituto Ethos, o manifesto sustenta que a disseminação de informações falsas passou a ocupar posição de destaque entre os riscos globais de curto prazo. O texto cita o Relatório de Riscos Globais do Fórum Econômico Mundial para afirmar que esse fenômeno amplia crises e dificulta respostas coordenadas a desafios complexos.
Por que a desinformação é tratada como um risco para empresas e instituições?
No manifesto, as entidades afirmam que a desinformação não afeta apenas a esfera política ou social, mas também o ambiente empresarial. Segundo o texto, o problema compromete reputações, impacta cadeias de valor e enfraquece a credibilidade de práticas sustentáveis e responsáveis.
As organizações também associam esse cenário a transformações tecnológicas aceleradas, tensões geopolíticas e fragmentação social. Nesse contexto, a integridade da informação é descrita como um ativo estratégico para a confiança pública e para a previsibilidade dos negócios.
O que propõe a Coalizão Empresarial Contra a Desinformação?
O documento informa que a proposta da coalizão é engajar o setor privado na promoção da integridade informacional, da responsabilidade na comunicação e do fortalecimento da confiança pública. As entidades defendem que as empresas não são apenas impactadas pela desinformação, mas também têm papel relevante na prevenção e mitigação desse tipo de conteúdo.
Segundo o manifesto, o compromisso assumido passa pela incorporação da integridade da informação como critério efetivo de decisão. Isso, de acordo com o texto, inclui influência sobre o que as empresas produzem, financiam, patrocinam e amplificam em seus ambientes de atuação.
- revisão de práticas internas;
- alinhamento de incentivos;
- criação de mecanismos de governança;
- prevenção, identificação e resposta à desinformação.
Como as entidades dizem que esse enfrentamento deve ocorrer?
O manifesto defende uma abordagem sistêmica, baseada em cooperação, responsabilidade e ação coordenada. No texto, as entidades argumentam que a desinformação amplia riscos já existentes, distorce percepções e influencia decisões econômicas e sociais, o que fragiliza a capacidade de resposta coletiva em momentos de crise.
As organizações afirmam ainda que o combate à desinformação deve ser compartilhado entre empresas, sociedade civil e poder público. Para isso, o documento aponta a necessidade de desenvolver continuamente padrões, ferramentas e práticas capazes de acompanhar a complexidade do ambiente informacional contemporâneo.
Qual a mensagem central do manifesto divulgado pelo Instituto Ethos?
A mensagem central do texto é que proteger a integridade da informação significa proteger a confiança, apontada pelas entidades como elemento essencial para o funcionamento dos mercados, das instituições e da sociedade. O manifesto conclui que a desinformação é um dos grandes desafios do tempo atual e que a resposta precisa ser conjunta, consistente e permanente.
Ao apresentar a proposta de uma coalizão empresarial, o Instituto Ethos e as demais associações posicionam o setor privado como parte do enfrentamento ao problema, sem detalhar, no texto divulgado, etapas operacionais, cronograma ou adesões já confirmadas. O documento se concentra em expor o diagnóstico das entidades sobre os efeitos da desinformação e em defender uma articulação coordenada para lidar com o tema.