Após denúncias da Agência Pública sobre a má refrigeração dos corpos no Instituto Médico Legal (IML) de Santos, o deputado federal Ricardo Galvão (Rede-SP) enviou um ofício à Secretaria da Segurança Pública (SSP) pedindo esclarecimentos. O documento foi emitido em 12 de fevereiro, após a Pública revelar que cortes na verba da polícia científica durante o governo Tarcísio afetaram a conservação dos corpos, causando mau cheiro e incômodos aos vizinhos. Fonte original: Agência Pública.
Quais são os problemas estruturais enfrentados?
De acordo com o Sindicato dos Peritos do Estado de São Paulo (Sinpcresp), a falta de refrigeração adequada escancara problemas estruturais na Polícia Técnico-Científica, como a redução de 64% nas Leis Orçamentárias Anuais (LOAs) de 2023 a 2026. No IML de Santos, parte dos corpos permanece sem refrigeração devido a uma maca quebrada, o que resulta em corpos deixados nos corredores, espalhando odor pelo prédio.
O que o deputado Ricardo Galvão argumentou?
“Os relatos sobre o Instituto Médico Legal de Santos são profundamente preocupantes. Falhas nos sistemas de refrigeração que causam forte odor dos corpos em putrefação e precariedade estrutural são questões que envolvem saúde pública e também a segurança dos servidores e moradores da região”,
argumentou Galvão. Ele questionou a SSP sobre circunstâncias administrativas, técnicas e orçamentárias que podem ter causado impactos diretos no IML.
Quais são as condições em outras unidades?
Além do IML de Santos, a reportagem mostrou deficiências em outras unidades da Polícia Científica. Prédios em cidades como Votuporanga e Assis enfrentam infiltrações, falta de higiene e ausência de materiais de limpeza. Equipamentos essenciais estão em más condições ou inexistem, e a falta de equipamentos de proteção individual expõe servidores a riscos biológicos.


