Deputado Alexandre Curi deixa o PSD e divide base de Ratinho Junior no Paraná

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O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado estadual Alexandre Curi, oficializou na última quarta-feira (1º de abril) sua desfiliação do PSD e ingressou no partido Republicanos para disputar o Governo do Estado. A movimentação consolida um racha no grupo político do atual governador, Ratinho Junior, que agora perde sua segunda liderança de peso na corrida rumo ao Palácio Iguaçu nas próximas eleições. O PSD, presidido nacionalmente por Gilberto Kassab, possui uma das maiores bancadas do Congresso Nacional, e a divisão interna em um colégio eleitoral estratégico como o Paraná pode impactar as articulações da legenda em nível federal.

De acordo com informações do UOL Notícias, a saída do parlamentar ocorreu por falta de espaço e de respaldo dentro da própria legenda para viabilizar sua candidatura majoritária.

Por que a base governista encontra-se dividida?

O atual chefe do Executivo paranaense e principal liderança estadual do partido comandado por Gilberto Kassab ainda não declarou de forma oficial quem será o seu sucessor. No entanto, desde o início do seu segundo mandato, o governador tem sinalizado que o seu nome preferido para a disputa é Guto Silva, atual secretário estadual das Cidades.

A falta de um anúncio categórico sobre Guto Silva está diretamente ligada ao seu desempenho nas pesquisas de intenção de voto até o momento. Aliados do Palácio Iguaçu avaliam que o secretário ainda não demonstra força suficiente para bater de frente com o senador Sergio Moro, filiado ao Partido Liberal, que tem liderado os levantamentos preliminares para a chefia do governo paranaense.

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Quem são os outros nomes que deixaram o grupo?

O parlamentar recém-filiado ao Republicanos não é a primeira figura política expressiva a deixar o partido do governador visando a um projeto majoritário próprio. Anteriormente, o ex-prefeito da cidade de Curitiba, Rafael Greca, já havia trocado a sigla governista pelo MDB para conseguir manter viva a sua pré-candidatura ao comando do estado.

Diante dessas baixas estratégicas, o gestor estadual foca os esforços em tentar aumentar a popularidade de seu secretário das Cidades. Como parte dessa estratégia contínua, houve o anúncio recente do ingresso de Cristina Graeml na legenda, apontada nos bastidores políticos como uma possível candidata a vice-governadora na chapa, ou até mesmo como um nome competitivo para disputar uma cadeira no Senado Federal.

Qual é a real força política dos dissidentes?

Embora as desfiliações tenham ocorrido sem atritos públicos e não representem um rompimento institucional com o governo estadual, que possui alta aprovação popular, o peso político dos ex-aliados fragmenta o eleitorado de centro e de direita. O novo integrante do Republicanos carrega um histórico político de grande influência: atua em seu sexto mandato e foi o parlamentar estadual com a maior votação no pleito do ano de 2022.

A estrutura eleitoral da nova aposta do Republicanos é extensa. Ao longo das eleições municipais do ano de 2024, o deputado calcula ter ajudado a eleger pelo menos 180 prefeitos nos 399 municípios do território paranaense. O projeto de seu novo partido inclui também a formação de uma chapa competitiva com o deputado federal Pedro Lupion, líder da Frente Parlamentar da Agropecuária, que almeja disputar o Senado.

Por outro lado, o ex-prefeito da capital, que atualmente exerce o cargo de secretário na gestão estadual, soma três mandatos municipais, sendo eleito logo no primeiro turno na eleição do ano de 2000. Para fortalecer o seu respectivo palanque, ele deve contar com a aliança de Alvaro Dias, que tenta regressar ao cargo de senador.

Como a oposição se prepara para o embate?

Além dos nomes já citados que derivam do campo governista, a oposição de esquerda e de centro-esquerda também posiciona suas peças no tabuleiro eleitoral. O grupo conta com os seguintes cenários e articulações estratégicas:

  • O deputado estadual Requião Filho já se apresenta como o principal pré-candidato do PDT para disputar o Executivo.
  • O projeto da candidatura de esquerda busca consolidar uma aliança com o Partido dos Trabalhadores.
  • O diretório estadual petista, por sua vez, articula lançar a deputada federal e ex-ministra Gleisi Hoffmann como pré-candidata a uma vaga na casa legislativa superior.

Com esse cenário político desenhado, o eleitor do estado deve encontrar uma cédula eleitoral amplamente fragmentada, com a atual base de apoio estadual dividida em pelo menos três candidaturas altamente competitivas. Somado a isso, há a forte concorrência da oposição, o que projeta um cenário de indefinição para a próxima disputa estadual democrática.

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