O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou **sete pessoas** por crimes de homicídio e tortura em um centro terapêutico localizado na zona rural de Estação, no interior do estado. A denúncia, formalizada pela Promotoria de Justiça de Getúlio Vargas, detalha uma série de atos de violência e maus-tratos contra internos da instituição.
As investigações tiveram início após a morte de um paciente em janeiro deste ano. A Delegacia de Polícia de Getúlio Vargas instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do óbito, levantando suspeitas sobre a rotina e o tratamento dispensado no centro terapêutico.
O caso mais grave apurado pelo MPRS é o de **homicídio qualificado**. A denúncia descreve que a vítima foi levada a um quarto e brutalmente espancada por vários dos denunciados. O homem sofreu múltiplas lesões e, em estado de extrema debilidade, faleceu pouco tempo depois em decorrência das agressões.
Além do homicídio, a investigação revelou **diversos episódios de tortura** contra outros pacientes. Os internos eram submetidos a castigos físicos, ameaças constantes, dopagem forçada, agressões com objetos diversos, disparos de espingarda de pressão, privação de liberdade e outras formas de violência física e psicológica. Tais práticas eram utilizadas como forma de punição e controle dentro da instituição.
A denúncia do MPRS também inclui um episódio de **fraude processual**. Segundo o órgão, alguns dos acusados tentaram apagar vestígios do homicídio, limpando o local do crime e destruindo pertences da vítima, com o objetivo de dificultar o trabalho da investigação policial.
O grupo denunciado é composto por **cinco homens e duas mulheres (mãe e filha)**. A filha era responsável pela administração do centro terapêutico e pela coordenação da rotina do local. A mãe, atuando como sua associada na condução da clínica, teria tido participação na incitação que resultou no homicídio, embora não tenha sido comprovado seu envolvimento direto nas torturas ou na fraude processual.
Das sete pessoas denunciadas, dois homens já estavam presos. As duas mulheres foram presas no último fim de semana, reforçando o rigor da investigação e a busca por responsabilização pelos crimes cometidos no centro terapêutico. O caso segue em andamento na Justiça.
