O Deftones fez, na noite de sexta-feira, 20 de março de 2026, um show considerado abaixo das expectativas no Lollapalooza 2026, em São Paulo, em apresentação que fechou o palco Samsung Galaxy no primeiro dia do festival. Realizado na capital paulista, o Lollapalooza Brasil é um dos principais termômetros da passagem de grandes turnês internacionais pelo país. Segundo a crítica publicada pelo portal, a banda começou pontualmente às 20h05, percorreu diferentes fases da própria discografia, mas não conseguiu sustentar o entusiasmo do público ao longo de toda a performance. De acordo com informações do G1, a apresentação teve momentos de resposta da plateia, mas terminou marcada por uma percepção de frieza e pouca conexão com o clima de grande festival.
A avaliação destaca que o grupo, mesmo vindo de um álbum apontado como revigorante e mantendo reconhecimento entre bandas da geração do nu-metal ainda em atividade, entregou um espetáculo que não foi além do esperado para um show de rock. O texto ressalta que Chino Moreno segue como um frontman eficiente e que a banda se apresentou de forma coesa, inclusive visualmente, mas isso não bastou para elevar o impacto da passagem pelo evento.
Como foi a recepção do público ao show do Deftones?
De acordo com a crítica, a banda apostou em um repertório que atravessou diferentes momentos da carreira, o que agradou tanto fãs antigos quanto ouvintes mais recentes. Entre os destaques citados estão músicas associadas a fases distintas do grupo, como “Around The Fur”, de 1997, e faixas ligadas ao álbum “private music”, de 2025.
A publicação relata, porém, que a dinâmica da apresentação contribuiu para um resultado morno. As músicas foram emendadas umas nas outras, com poucas interações além de breves agradecimentos ao público. Para o crítico, isso impediu a sensação de que se tratava de um grande momento de festival, apesar da execução alinhada da banda no palco.
Quais momentos foram apontados como destaques da apresentação?
Entre os trechos mais bem recebidos, o texto menciona canções como “Rocket Skates” e “Rosemary”, que estimularam os fãs mais empolgados na pista. A crítica também observa que, vista de um ponto mais alto do local, uma das cenas mais interessantes foi a plateia balançando as mãos e cantando “Sextape”, uma das músicas mais lentas do repertório, com a mão no peito.
No encerramento, “My Own Summer” foi apontada como um momento que reacendeu parte da energia esperada do show. Ainda assim, a avaliação geral permaneceu de frustração, com a leitura de que a banda deixou a impressão de ter entregado menos do que poderia em um festival desse porte.
O que a crítica diz sobre o clima no palco e na plateia?
O texto informa que parte do público presente diante do palco era formada por fãs de Sabrina Carpenter, atraídos pela programação seguinte no palco Budweiser. Segundo a crítica, esses espectadores que estavam apenas observando a apresentação deixaram o local nas primeiras músicas. A avaliação acrescenta que até mesmo alguns fãs do Deftones saíram antes do encore, o que reforçou a percepção de dificuldade da banda em prender a audiência.
Em um dos poucos momentos de fala mais destacados, Chino Moreno afirmou que o grupo não vem ao Brasil “o suficiente”. A observação aparece no texto como uma tentativa de aproximação com o público, mas sem alterar de forma decisiva o tom geral da apresentação.
“o suficiente”
Ao final, a crítica resume a passagem do Deftones pelo Lollapalooza 2026 como uma apresentação tecnicamente correta, com repertório capaz de contemplar diferentes gerações de fãs, mas sem a intensidade necessária para transformar o show em um dos grandes momentos da noite. Os principais pontos mencionados na avaliação foram:
- início pontual às 20h05;
- repertório abrangendo várias fases da carreira;
- boa presença de palco de Chino Moreno;
- pouca interação com o público;
- energia abaixo da expectativa para um festival.
A conclusão do texto é que, embora o desfecho tenha deixado alguma esperança para uma próxima visita da banda ao país, a apresentação desta sexta-feira ficou marcada mais pela sensação de oportunidade incompleta do que por um desempenho memorável.


