O Ministério da Previdência Social, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência) anunciaram a conclusão da atualização tecnológica dos serviços previdenciários no dia 1º de fevereiro. A migração do último mainframe (computador de grande porte utilizado para processamento centralizado) para uma plataforma moderna foi finalizada com sucesso. De acordo com informações do Ministério da Previdência, os serviços do Meu INSS e da Central 135 foram normalizados na segunda-feira seguinte (02/02), enquanto o simulador de aposentadoria retornou na quarta-feira (04/02).
Benefícios da migração tecnológica
A transição para sistemas microprocessados proporciona maior estabilidade, segurança e flexibilidade para inovações nos sistemas previdenciários brasileiros. Com a mudança, o tempo de processamento da folha de pagamento de benefícios — que atende dezenas de milhões de segurados mensalmente — foi reduzido de 96 para 48 horas, e a capacidade de organização e execução de tarefas foi ampliada. Além disso, a otimização da infraestrutura impacta diretamente o aplicativo Meu INSS, que registrou uma média mensal de 134,3 milhões de acessos em 2025, permitindo atendimentos totalmente digitais.
Reativação gradual dos serviços
O protocolo de implantação da nova tecnologia exigiu uma ativação gradual para monitoramento do desempenho e gestão dos acessos prioritários. Durante o período de retomada, a Dataprev alertou os usuários para possíveis momentos de lentidão, especialmente nos serviços que utilizam validação por biometria, recomendando tentativas fora do horário comercial. Equipes técnicas atuaram em regime de plantão para monitorar e evitar grandes impactos. O cronograma ocorreu da seguinte forma:
- Segunda-feira (02/02): Retomada dos serviços do Meu INSS e Central 135.
- Quarta-feira (04/02): Retorno do simulador de aposentadoria.
Transformação digital e integração de dados
A migração faz parte de um processo de modernização governamental iniciado em 2008, focado na transformação digital do Estado e na expansão da Infraestrutura Nacional de Dados. A interoperabilidade das bases de dados públicas permite ao Governo Federal oferecer melhores serviços aos cidadãos e aumentar a eficiência no combate a fraudes. Essa integração de dados provou ser crucial, por exemplo, na viabilização e no pagamento rápido do Auxílio Reconstrução às famílias atingidas pelas enchentes históricas do Rio Grande do Sul em 2024.
“O sistema implementado promove maior estabilidade, segurança e flexibilidade para inovações e aperfeiçoamentos aos sistemas previdenciários.”
