Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, não comparecerá à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no INSS. A decisão foi confirmada por seu advogado, Roberto Podval, e está amparada em despacho do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgado em fevereiro de 2026. A Agência Brasil noticiou o caso.
Por que Vorcaro não irá depor?
O ministro André Mendonça decidiu que Vorcaro não é obrigado a comparecer aos depoimentos devido à sua condição de investigado no processo que apura fraudes no Banco Master. Além da CPMI do INSS, Vorcaro também não precisará comparecer à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
Quais são as implicações da decisão do STF?
A decisão do STF também determinou a devolução dos dados de quebra de sigilo de Vorcaro à CPMI do INSS, que investiga o suposto envolvimento do banco com empréstimos consignados e descontos irregulares em aposentadorias. O INSS é o órgão federal responsável pelo pagamento de aposentadorias e outros benefícios da Previdência Social. Esses dados serão enviados à Polícia Federal, que compartilhará as informações com a CPMI.
- Decisão do STF ampara a ausência de Vorcaro.
- Dados de quebra de sigilo serão enviados à PF.
- Fraudes investigadas podem chegar a R$ 17 bilhões.
Qual é o impacto da Operação Compliance Zero?
Em novembro de 2025, Vorcaro foi alvo da Operação Compliance Zero, que investiga a concessão de créditos falsos pelo Banco Master. As fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões, incluindo a tentativa de compra do banco pelo BRB.

