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Daniel Vorcaro é transferido para cela maior na PF em Brasília

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Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido na segunda-feira, 23 de março de 2026, para uma cela maior na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde está preso desde a noite de quinta-feira, 19 de março. O novo espaço é o mesmo que já foi usado como “sala de Estado” para a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, entre novembro de 2025 e janeiro deste ano. A mudança ocorreu após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no contexto do caso que tramita sob sigilo, enquanto há relatos de interesse da defesa em uma possível delação premiada.

De acordo com informações do g1 Política, Vorcaro deixou uma cela para presos provisórios na Superintendência da PF e passou a ocupar um espaço de cerca de 12 metros quadrados, com sala, mesa, cadeira, cama de solteiro com colchão e banheiro privativo. Segundo a reportagem, o ambiente também tem ar-condicionado, janela, armário e frigobar.

Como é o espaço para onde Daniel Vorcaro foi levado?

Antes da nova transferência, Vorcaro estava em uma cela menor na própria Superintendência da PF, com cerca de 2,5 metros de largura por 3,5 metros de comprimento, totalizando pouco menos de 9 metros quadrados. Antes disso, ele havia ficado na Penitenciária Federal de Brasília, em uma cela isolada de 6 metros quadrados, com cama de concreto e regras mais rígidas de detenção.

O espaço para onde ele foi levado agora é descrito como maior e com mais estrutura. Quando Jair Bolsonaro ocupou o mesmo local, havia também uma televisão no dormitório. A Polícia Federal, porém, não informou se o equipamento continua disponível.

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Por que a transferência foi autorizada?

Segundo a reportagem, os advogados de Vorcaro pediram na semana passada a substituição da prisão por domiciliar, em tratativas iniciais de um possível acordo de delação premiada. André Mendonça negou a prisão domiciliar, mas autorizou a ida para a Superintendência da PF, onde as condições de custódia são menos rígidas do que no sistema penitenciário federal.

Em um primeiro momento, chegou a ser cogitado que o banqueiro fosse colocado diretamente na chamada “sala de Estado”, reservada por lei a autoridades como presidentes da República e outras altas figuras públicas. Na ocasião, a avaliação da Polícia Federal era de que Vorcaro não poderia receber o mesmo tratamento dado a um ex-presidente. A defesa recorreu, e Mendonça determinou na segunda-feira, 23 de março, a transferência para um espaço maior.

  • Prisão desde a noite de quinta-feira, 19 de março, na Superintendência da PF
  • Passagem anterior pela Penitenciária Federal de Brasília
  • Pedido de prisão domiciliar negado por André Mendonça
  • Transferência autorizada para espaço com regras menos rígidas

O que se sabe sobre a possível delação premiada?

Na quarta-feira, 18 de março, a TV Globo apurou que o advogado de Vorcaro, José Luís Oliveira Lima, procurou a Polícia Federal para informar sobre o interesse do banqueiro em firmar um acordo de delação premiada. Na véspera, a nova defesa também havia se reunido com André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal.

Questionado pela emissora, o advogado afirmou que não comentaria o caso naquele momento, citando a sensibilidade do tema. De acordo com os relatos mencionados na reportagem, uma das possibilidades analisadas pela defesa seria justamente a colaboração premiada, o que poderia trazer novos elementos às investigações.

Qual é o contexto da prisão de Vorcaro?

Daniel Vorcaro foi preso no início de março durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. No dia 6 de março, ele foi transferido do Complexo Penitenciário de Potim, no interior de São Paulo, para a Penitenciária Federal em Brasília. A capital federal concentra a sede dos principais tribunais superiores e órgãos de investigação do país, o que dá relevância institucional ao caso.

Ele é investigado por suspeitas de crimes financeiros ligados ao caso Master, além de suposto envolvimento em pagamentos indevidos a agentes públicos e na montagem de uma espécie de milícia privada para monitorar autoridades e perseguir jornalistas. O processo tramita em sigilo no STF, corte responsável por julgar autoridades com foro privilegiado e casos de maior repercussão institucional, e as decisões de André Mendonça, de acordo com a reportagem, não foram divulgadas oficialmente.

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