O Santos iniciou a trajetória de Cuca no comando técnico com um empate por 0 a 0 diante do Cruzeiro, no Mineirão, em Belo Horizonte, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro de 2026. Em uma atuação marcada por linhas mais baixas, menor exposição defensiva e pouca criatividade ofensiva, a equipe apostou em uma estratégia conservadora para sair sem ser vazada. De acordo com informações do GE, a principal notícia positiva foi a estreia de Lucas Veríssimo, que atuou com a faixa de capitão e teve papel de destaque no sistema defensivo.
A proposta do novo treinador foi descrita no texto original como um “feijão com arroz”, com foco em reorganizar o time de trás para frente. O Santos suportou a pressão do adversário e terminou o jogo sem sofrer gols, embora tenha produzido pouco no ataque. O empate, sem grandes emoções, marcou um começo pragmático para Cuca em seu retorno ao clube.
Como foi a estreia de Cuca no comando do Santos?
A equipe santista montou um meio-campo mais encorpado para reduzir espaços, especialmente pelos lados do campo. Pela direita, Gabriel Menino foi escalado aberto para conter as ações ofensivas do Cruzeiro, enquanto Christian Oliva, Barreal e Gustavo Henrique completaram o setor. A ideia foi priorizar a compactação e diminuir a exposição nas transições.
No ataque, Rony foi o centroavante escolhido, com Moisés atuando mais aberto no lado oposto. Mesmo com o Cruzeiro tendo mais volume de jogo e mais tentativas de aproximação, a estrutura defensiva do Santos conseguiu resistir. O resultado foi um jogo travado, de muita disputa física, poucas chances claras e escasso brilho técnico.
Quem foi o principal destaque do Santos na partida?
A melhor notícia para o Santos foi a atuação de Lucas Veríssimo. Em sua estreia, o zagueiro entrou em campo como capitão e teve desempenho seguro, organizado e firme na condução da linha defensiva. Além da imposição no setor, também apareceu como opção pelo alto, reforçando a proteção da área santista.
O texto também aponta contraste com Luan Peres, descrito como mais confuso em lances simples. A disputa por espaço na defesa, assim, permanece aberta. Adonís Frías e Zé Ivaldo aparecem como alternativas imediatas na concorrência por uma vaga no sistema defensivo.
O que faltou ao Santos no empate contra o Cruzeiro?
Se defensivamente o plano funcionou, ofensivamente o time mostrou limitações. O Santos teve dificuldades para criar jogadas e para executar transições com mais qualidade. A equipe passou boa parte do jogo sem conseguir transformar a solidez defensiva em ameaça real ao adversário.
O momento em que a estratégia quase deu resultado veio em um lançamento para Barreal, que venceu a marcação e finalizou para o gol. O lance, porém, foi invalidado pelo árbitro de vídeo por impedimento, decisão que gerou revolta entre santistas, conforme relatado na análise original.
- O Santos terminou a partida sem sofrer gols.
- Lucas Veríssimo estreou como capitão e foi o destaque da defesa.
- O time teve pouca criatividade ofensiva durante o jogo.
- Um gol de Barreal foi anulado por impedimento.
Quais são os próximos desafios para Cuca?
Segundo a análise, o principal desafio do treinador será encontrar uma formação ideal que mantenha a segurança defensiva sem comprometer a produção ofensiva. A próxima partida do Santos está marcada para 2 de abril, o que dá a Cuca alguns dias para ajustar a equipe e buscar maior equilíbrio entre os setores.
O técnico também deve voltar a contar com Neymar e Gabigol, ausentes na partida contra o Cruzeiro. Neymar ficou fora por controle de carga, enquanto Gabigol não jogou por força contratual, já que está emprestado pelo clube mineiro. O retorno dessas peças pode ampliar as possibilidades do setor ofensivo.
A análise do GE destaca ainda que o desafio de conciliar proteção defensiva e força na frente já era uma dificuldade da comissão anterior. Agora, caberá a Cuca definir com rapidez uma base de time para evitar indefinições táticas nas próximas rodadas do Campeonato Brasileiro.

