Cuba completou três meses sem receber combustível, consequência do bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos. O presidente cubano, Miguel-Díaz Canel, destacou em coletiva de imprensa que alguns municípios enfrentam até 30 horas sem energia. De acordo com informações da Agência Brasil, o bloqueio tem impacto profundo na vida dos cubanos.
Como Cuba está lidando com a crise?
O presidente Canel afirmou que o país está trabalhando em condições adversas, com cerca de 80% da energia gerada por termelétricas. Ele mencionou que Cuba iniciou conversações com representantes dos EUA para buscar uma solução dialogada para as diferenças bilaterais. “As conversações são para buscar, por meio do diálogo, uma possível solução para as diferenças bilaterais existentes entre nossas duas nações”, disse Canel.
Quais são as medidas adotadas por Cuba?
Cuba tem aumentado a produção de petróleo interno e investido em energias renováveis, como usinas solares. Durante o dia, a eletricidade é gerada utilizando petróleo bruto nacional e usinas termoelétricas, com fontes renováveis contribuindo entre 49% e 51% da energia. Apesar das medidas, o país ainda depende de petróleo importado para serviços essenciais.
Quais são os impactos sociais da crise?
A crise energética afeta gravemente a população, com dezenas de milhares aguardando cirurgias que não podem ser realizadas devido à falta de energia. “Neste momento, dezenas de milhares de pessoas no país aguardam cirurgias que não podem ser realizadas devido à falta de energia elétrica”, lamentou Canel.
Qual é o contexto político do bloqueio?
O bloqueio dos EUA é parte de uma estratégia para pressionar o governo cubano, classificado como uma “ameaça incomum e extraordinária” por Donald Trump. A decisão inclui tarifas comerciais a países que forneçam petróleo a Cuba, intensificando o cerco econômico que já dura 66 anos.
Fonte original: Agência Brasil

