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Croácia abre licitação de usina solar de 56 MW com bancos de baterias

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A vast array of solar panels under a clear blue sky, symbolizing renewable energy and sustainability.
A vast array of solar panels under a clear blue sky, symbolizing renewable energy and sustainability. Foto: Quang Nguyen Vinh — Pexels License (livre para uso)

Neste mês de abril de 2026, a empresa estatal de eletricidade da Croácia, a Hrvatska Elektroprivreda (HEP), iniciou o processo de licitação para desenvolver um amplo projeto de energia solar com capacidade de 56 megawatts (MW), integrado a um sistema de armazenamento de baterias de até 200 megawatt-hora (MWh). A iniciativa, que será instalada no município de Sukošan, no condado ocidental de Zadar, marca um passo fundamental na transição energética do país europeu. Esse modelo de usina híbrida (geração solar e armazenamento) também é uma forte tendência no Brasil para garantir a estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN) em horários de pico de consumo.

De acordo com informações do PV Magazine, os dados oficiais do edital foram publicados pelo Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (EBRD), instituição que apoia ativamente e financia o avanço da infraestrutura sustentável na região.

Como funcionará o processo de licitação e as fases da obra?

A licitação está sendo conduzida por meio de um processo de aquisição aberto, dividido estritamente em duas etapas principais. A primeira chamada convida os licitantes interessados a enviar as suas propostas de pré-qualificação até o dia 12 de maio deste ano. Este modelo operacional busca garantir que apenas corporações com capacidade técnica comprovada avancem para a fase de construção do complexo.

Detalhes adicionais divulgados no portal da empresa estatal estabelecem as obrigações estruturais que recairão sobre o desenvolvedor selecionado. O vencedor do certame assumirá a responsabilidade integral por uma série de etapas cruciais para a viabilidade da usina de energia limpa:

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  • Preparação técnica e nivelamento topográfico de toda a área designada.
  • Construção de uma via de acesso principal e de uma rede interna de estradas logísticas.
  • Instalação completa de toda a infraestrutura elétrica da usina fotovoltaica.
  • Edificação de uma nova subestação de 100/33 quilovolts (kV).
  • Estabelecimento da conexão direta com a linha de transmissão já existente de 110 kV, no trecho Zadar – Istok Biograd.

Quais são os prazos de licenciamento e a área de abrangência?

A infraestrutura de geração ocupará um terreno considerável, correspondente a uma área de 54,8 hectares. Para viabilizar a cronologia de engenharia do projeto, as autoridades de planejamento governamentais já concederam a licença de localização definitiva para o espaço. Esta aprovação prévia agiliza consideravelmente as etapas burocráticas exigidas para a implementação das placas e das baterias.

Com a licença territorial garantida e o suporte do banco europeu, a companhia de energia projeta que a licença de construção seja oficialmente expedida até o segundo trimestre do próximo ano (2027). O cronograma exige que todas as fases legais e de projeto sejam concluídas para que a estrutura atinja o estágio de “pronto para construir” até o final do ano de 2026.

Qual é o panorama da transição de energia na matriz croata?

O novo complexo em Sukošan consolida o cenário de rápida expansão das energias limpas no território croata. A capacidade solar cumulativa do país europeu ultrapassou a marca de 1,2 gigawatt (GW) no início de dezembro de 2025. Para efeito de comparação com a realidade nacional, o Brasil, impulsionado por suas dimensões continentais e alta irradiação, já havia ultrapassado a marca de 40 GW de capacidade solar instalada no início de 2024, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

As projeções técnicas do setor indicam que a matriz fotovoltaica deverá ultrapassar a energia eólica em termos de capacidade instalada total pela primeira vez ainda neste ano. O marco aponta uma mudança estratégica evidente, colocando a captação de luz do sol como o vetor primordial para a soberania energética e para as metas de sustentabilidade da região dos Bálcãs.

Além dos investimentos em estruturas de grande porte, o governo da Croácia revelou planos recentes para alocar fundos significativos diretamente para a população. O pacote contempla um aporte de 40 milhões de euros (aproximadamente R$ 240 milhões) destinados ao financiamento de instalações de painéis solares residenciais, baterias domésticas e bombas de calor térmico. Esta política pública integra o décimo conjunto de apoio financeiro estatal, desenhado para democratizar o acesso à geração distribuída nos domicílios.

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