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Crise do petróleo leva países a adotar medidas para conter impacto nas famílias

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Crise do petróleo leva países a adotar medidas para conter impacto nas famílias
Foto por Daniel Dan via Pexels

A alta do petróleo em meio à guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, em março de 2026, levou governos de diferentes países a anunciar medidas para reduzir os efeitos da crise de energia sobre famílias, agricultores e empresas. As respostas incluem cortes de impostos, subsídios, liberação de reservas e restrições à exportação de combustíveis, em um cenário de temor de pressão inflacionária global sobre transporte, eletricidade, produção industrial e agronegócio. De acordo com informações do G1 Economia, com informações da Reuters, as medidas buscam conter a escalada de custos provocada pelo encarecimento da energia.

O petróleo é insumo de combustíveis como gasolina, diesel, querosene de aviação e gás de cozinha, além de estar presente em cadeias produtivas ligadas a plásticos, borracha, fertilizantes e medicamentos. Com isso, a elevação dos preços tende a se espalhar por diferentes setores da economia. No Brasil, o presidente Lula anunciou isenção de impostos federais e ajuda financeira a produtores e importadores de diesel para tentar reduzir o impacto ao consumidor. O diesel tem peso relevante no transporte de cargas no país, o que ajuda a explicar o efeito do petróleo sobre alimentos e outros produtos.

Como a alta do petróleo afeta famílias e setores produtivos?

Segundo o texto original, os efeitos da alta atingem diretamente o custo do transporte e também o funcionamento de atividades no campo, com pressão sobre máquinas agrícolas e fertilizantes químicos. A geração de energia elétrica também pode ser afetada, especialmente em sistemas que dependem de termelétricas movidas a combustíveis fósseis.

Esse efeito em cadeia ajuda a explicar por que diferentes governos passaram a adotar respostas emergenciais. Entre as principais frentes mencionadas estão:

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  • redução de impostos sobre combustíveis ou eletricidade;
  • subsídios para famílias, agricultores e setores estratégicos;
  • liberação de reservas domésticas de gasolina, diesel ou fertilizantes;
  • restrições à exportação para proteger o mercado interno;
  • medidas para ampliar a oferta de energia.

Quais países anunciaram ações para enfrentar a crise?

Na Ásia, a Índia avalia rever exportações de combustível se necessário e acionou poderes de emergência para que refinarias maximizem a produção de GLP, além de restringir o acesso de consumidores de gás canalizado a cilindros domésticos de GLP. A Coreia do Sul flexibilizou limites de geração a carvão, elevou o uso de usinas nucleares e considera vouchers adicionais de energia para famílias vulneráveis.

A China proibiu exportações de combustíveis refinados para se antecipar a possível escassez interna e passou a liberar fertilizantes de reservas comerciais nacionais antes do plantio da primavera. A Austrália começou a liberar gasolina e diesel de reservas domésticas para aliviar a escassez nas cadeias de suprimentos rurais, mineração e agricultura, enquanto o Japão pediu ao país, seu maior fornecedor de gás natural liquefeito, aumento da produção.

A União Europeia apresentou medidas temporárias para reduzir o impacto da alta da energia, incluindo possíveis cortes de impostos sobre a eletricidade, redução de taxas de rede e apoio estatal de curto prazo. Bangladesh informou que busca financiamento externo para garantir importações de combustível e gás natural liquefeito.

Que medidas incluem corte de impostos, subsídios e controle de oferta?

A Sérvia anunciou redução de 60% nos impostos especiais de consumo sobre o petróleo bruto e estendeu a proibição de exportação de petróleo bruto e derivados. Na Itália, a primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou que o país considera reduzir impostos especiais sobre combustíveis e elevar impostos sobre empresas que lucrem indevidamente com a crise energética.

A Malásia aumentará os gastos com subsídios à gasolina para manter o preço fixo do combustível. A Tailândia discutiu com o governo russo a possibilidade de comprar petróleo bruto e reiterou a intenção de limitar o preço do diesel no mercado interno a 33 baht por litro, além de congelar preços de alguns produtos e apoiar agricultores.

A Grécia vai oferecer subsídios para combustíveis e fertilizantes e descontos em passagens de ferry, em abril e maio. A Eslovênia limitou temporariamente a compra de combustível para enfrentar a escassez nos postos. As Filipinas anunciaram plano para importar petróleo russo pela primeira vez em cinco anos e também preveem reduzir contas de energia elétrica, estimular geração a carvão e regular tarifas de eletricidade.

Que outros países alteraram sua política energética?

O Vietnã fará a transição completa para gasolina com etanol antes do previsto, segundo documento do governo. Na Indonésia, o presidente Prabowo Subianto afirmou que pretende aumentar a produção de carvão e indicou que o governo considera um imposto sobre lucros extraordinários nas exportações. A Etiópia ampliou os subsídios aos combustíveis.

Na Macedônia do Norte, o governo decidiu reduzir o IVA sobre combustíveis de 18% para 10%. Segundo o primeiro-ministro Hristijan Mickoski, a medida entrou em vigor nesta segunda-feira, 23 de março de 2026, e terá duração de duas semanas. Já o Sri Lanka informou que vai adotar medidas adicionais de racionamento de combustível para reduzir filas e garantir fornecimento extra de petróleo, de acordo com a Reuters.

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