Líderes de 32 países concordaram em realizar a maior liberação emergencial de petróleo da história em resposta à crise energética desencadeada pela guerra no Irã, conforme relatado pelo Carbon Brief. A Agência Internacional de Energia (IEA) coordenou a liberação de 400 milhões de barris de petróleo, mais do que o dobro da quantidade liberada após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.
Como a crise no Irã afeta o Japão?
O Japão, a quinta maior economia do mundo, está entre os países mais afetados pela crise energética causada pela guerra no Irã. O país importa 87% de sua energia, sendo 95% do petróleo proveniente do Oriente Médio. Segundo Yuri Okubo, pesquisador do Instituto de Energia Renovável em Tóquio, o Japão é “altamente vulnerável” a choques geopolíticos devido à sua dependência estrutural de combustíveis fósseis importados.
Quais são as medidas do Japão para enfrentar a crise?
Em resposta à crise, o primeiro-ministro japonês, Sanae Takaichi, anunciou a liberação de 45 dias de petróleo estocado, a maior quantidade na história do Japão. Esta medida visa mitigar os efeitos da crise, mas, se a situação se agravar, o governo pode considerar restrições ao uso de energia, como as vistas durante os choques do petróleo na década de 1970.
Qual é o impacto da guerra no Irã sobre a política energética do Japão?
A guerra no Irã reacendeu o debate sobre a reativação das usinas nucleares do Japão, que antes do desastre de Fukushima em 2011, forneciam cerca de 30% da eletricidade do país. Atualmente, apenas 15% da energia do Japão é autossuficiente, com as renováveis, especialmente a solar, compensando parte da redução nuclear. A crise pode aumentar a urgência de discutir a reabertura das usinas nucleares.
Fonte original: Carbon Brief.