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Criança indígena com bronquiolite é resgatada em Feijó por Samu e Ciopaer

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Equipe do SAMU e Ciopaer transporta criança indígena em maca para helicóptero em área de floresta.
Reprodução / agencia.ac.gov.br

Uma criança indígena de sete meses, identificada como Oran Kampa, foi resgatada em 27 de março de 2026, na zona rural de Feijó, no Acre, após ser diagnosticada com bronquiolite. A operação foi realizada de forma integrada por equipes do Samu e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), com transporte até Cruzeiro do Sul, onde o bebê foi encaminhado ao Hospital do Juruá para atendimento especializado. Feijó fica no interior do Acre, na região do Juruá, onde longas distâncias e áreas de difícil acesso tornam o transporte aeromédico um recurso importante para atendimentos de urgência. De acordo com informações do governo do Acre, a missão partiu da base do Juruá às 14h em direção à terra indígena onde a criança estava.

Segundo o relato oficial, ao chegarem ao local, as equipes encontraram o bebê sob os cuidados de profissionais de saúde da Funai. Antes do embarque na aeronave, foi necessário realizar acesso venoso periférico para administração de medicação, conforme prescrição do médico do Samu. Depois desse procedimento, a criança foi transportada de volta à base de Cruzeiro do Sul e levada ao hospital de referência da região.

Como foi feita a operação de resgate?

A missão foi executada com a aeronave Hárpia 3, que decolou com profissionais do Samu e do Ciopaer. O deslocamento ocorreu até uma terra indígena localizada em área rural de Feijó, em uma região de difícil acesso. A integração entre as equipes permitiu que o atendimento começasse ainda no local, antes da remoção do paciente.

De acordo com a publicação, a atuação conjunta incluiu orientação prévia aos profissionais que já acompanhavam a criança na aldeia, além da estabilização clínica antes da viagem aérea. Após o embarque, o bebê e a mãe foram levados para Cruzeiro do Sul, onde a continuidade do tratamento ficou sob responsabilidade da equipe pediátrica do Hospital do Juruá.

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O que disseram os profissionais envolvidos?

O gerente de enfermagem do Samu, Gilliard Santos, descreveu o quadro clínico e as providências adotadas durante a missão.

“Recebemos o chamado para o resgate de uma criança apresentando uma síndrome respiratória considerada grave, lá na Aldeia do povo Kulina, em Feijó. De imediato, a equipe da regulação já orientou os profissionais da Funai, que estavam com a criança no local, a tomar algumas medidas para aliviar o sintoma dessa criança, enquanto a aeronave se deslocava até lá. Na chegada, nos deparamos com a criança realmente com sintomas respiratórios que mereciam cuidados e que necessitava ser levada até o Hospital do Juruá para a equipe da pediatria seguir com as avaliações e tratamento especializado”, destacou o gerente de enfermagem.

O comandante do voo, coronel Alzerino Fontes, também comentou o deslocamento e o atendimento prestado durante a operação.

“Mais uma missão, desta vez, uma criança indígena no Alto Rio Envira. A gente se deslocou com o pessoal do Samu para dar apoio nessa missão, enfrentando uma hora e vinte minutos de voo nessa densa floresta amazônica. Graças a Deus, chegando lá, os médicos uniram forças, estabilizaram a criança e trouxemos ela e a mãe aqui para o hospital referência do Juruá para maiores cuidados e agora tem um atendimento com poder de recuperação maior”, pontuou o comandante.

Quais foram os principais pontos do atendimento?

  • Resgate de uma criança indígena de sete meses com bronquiolite em Feijó;
  • Missão realizada em 27 de março de 2026 pela aeronave Hárpia 3;
  • Atuação integrada entre Samu, Ciopaer e profissionais de saúde da Funai;
  • Realização de medicação ainda no local antes do transporte;
  • Encaminhamento ao Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul.

A bronquiolite é uma inflamação dos bronquíolos, mais comum em bebês e crianças pequenas. Em áreas remotas da Amazônia, casos respiratórios que exigem suporte especializado podem demandar remoção aérea até hospitais regionais com estrutura pediátrica. No caso de Oran Kampa, o quadro exigiu remoção aeromédica para uma unidade com esse tipo de atendimento. A operação reforça o uso desse tipo de transporte em áreas remotas do Acre, especialmente em localidades onde o acesso por vias convencionais é mais difícil.

Após a chegada a Cruzeiro do Sul, a criança passou a receber cuidados hospitalares no Hospital do Juruá. O texto oficial não informa atualização posterior sobre o estado de saúde do bebê.

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