CPMI do INSS: Leila Pereira depõe nesta quarta sobre Crefisa - Brasileira.News

    CPMI do INSS: Leila Pereira depõe nesta quarta sobre Crefisa

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    CPMI do INSS confirma depoimento de Leila Pereira nesta quarta
    Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS - 2025 (CPMI - INSS) realiza reunião. O objetivo da comissão é investigar fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), envolvendo descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas. A CMPI é formada por senadores e deputados, num total de 32 titulares e igual número de suplentes. Mesa: advogado do Núcleo de Defesa das Prerrogativas Parlamentares do Senado Federal, Marcelo Cheli de Lima; vice-presidente da CPMI - INSS, deputado Duarte Junior (PSB-MA); relator da CPMI - INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL); coordenador de Comissões Especiais, Temporárias e Parlamentares de Inquérito (Coceti), Leandro Augusto de Araújo Cunha Bueno; presidente da CPMI - INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG). Bancada: deputado Rogério Correia (PT-MG) conversa com senador Randolfe Rodrigues (PT-AP). Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

    A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS confirmou para esta quarta-feira (18) o depoimento da empresária Leila Mejdalani Pereira, presidente do Palmeiras e do Banco Crefisa. A convocação, na condição de testemunha, atende aos requerimentos (Senado Federal) apresentados pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e pelo deputado Sidney Leite (PSD-AM). A reunião está agendada para as 9h.

    Esta é a terceira vez que a comissão tenta ouvir Leila Pereira. Anteriormente, a defesa da empresária justificou as ausências com base em uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que, segundo os advogados, a desobrigava de comparecer.

    O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), contestou a alegação, afirmando que a decisão de Dino suspendeu apenas a “quebra de sigilo fiscal em bloco”, mantendo a obrigatoriedade do comparecimento. Apesar do STF ter negado o pedido de condução coercitiva, o senador confirmou o depoimento para esta quarta-feira.

    O relator Alfredo Gaspar justifica o requerimento argumentando que o depoimento de Leila Pereira é necessário para esclarecer informações prestadas pelo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, à CPMI no início de fevereiro. Gaspar alega que Waller Júnior forneceu informações sobre a atuação da Crefisa e as providências tomadas pelo INSS.

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    Segundo Gaspar, a Crefisa teria se tornado a principal empresa no pregão que definiu o pagamento de novos benefícios a aposentados do INSS, concentrando grande parte da operação.

    “A gravidade dos problemas relatados foi suficiente para levar o próprio INSS a adotar medida excepcional: suspensão cautelar do contrato para novos pagamentos, motivada por reclamações reiteradas de beneficiários e por comunicações encaminhadas por diferentes canais e instituições. Segundo os relatos, aposentados e pensionistas teriam enfrentado situações como pressão para abertura de conta, obstáculos no acesso ao benefício e contratação de produtos/serviços sem adequada informação, em quadro que se aproxima de práticas abusivas”, afirma o relator no requerimento.

    Qual o objetivo do depoimento de Leila Pereira na CPMI?

    O objetivo principal é esclarecer o papel da Crefisa no processo de pagamento de benefícios a aposentados do INSS, especialmente após a suspensão cautelar do contrato devido a reclamações de beneficiários.

    Quais as alegações sobre a atuação da Crefisa?

    As alegações incluem a concentração de grande parte da operação de pagamento de novos benefícios a aposentados do INSS, além de relatos de práticas abusivas contra aposentados e pensionistas, como pressão para abertura de contas e contratação de serviços sem informação adequada.

    Como o público pode participar da CPMI?

    Qualquer pessoa pode enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e-Cidadania. As mensagens podem ser lidas e respondidas pelos senadores e debatedores ao vivo.

    O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como atividade complementar em curso universitário, por exemplo. Pelo Portal e-Cidadania também é possível opinar sobre projetos e até sugerir novas leis.

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