O senador Izalci Lucas (PL-DF) afirmou na segunda-feira, 30 de março de 2026, no Plenário do Senado, que o encerramento da CPMI do INSS impediu o aprofundamento das investigações sobre descontos indevidos em benefícios previdenciários. Segundo o parlamentar, a comissão já havia reunido provas, mas não conseguiu avançar na responsabilização dos envolvidos. De acordo com informações da Agência Senado, a declaração foi feita em pronunciamento no Plenário do Senado Federal, em Brasília.
Na avaliação de Izalci, a interrupção dos trabalhos ocorreu antes da conclusão da apuração sobre o esquema de descontos indevidos que atingiu aposentados e pensionistas. O senador disse que a comissão enfrentou obstáculos para dar continuidade às investigações e sustentou que houve dificuldade para aprovar medidas voltadas ao avanço das apurações. O INSS é o órgão federal responsável pelo pagamento de aposentadorias, pensões e outros benefícios previdenciários no país.
O que Izalci Lucas disse sobre o fim da CPMI do INSS?
Durante o pronunciamento, Izalci lamentou o encerramento da comissão e afirmou que os trabalhos não chegaram ao ponto que, segundo ele, permitiria responsabilizar os envolvidos. O senador também associou o desfecho da CPMI a um ambiente político adverso dentro do colegiado. As CPMIs são comissões parlamentares mistas de inquérito formadas por deputados e senadores para investigar fatos determinados.
“Tivemos, de fato, a comprovação da roubalheira que fizeram com o aposentado e pensionista. É evidente que o governo ficou assustado. Por incrível que pareça, nenhum deles assinou a CPMI, mas depois tentaram, de assalto, como fizeram com outras CPMIs, dominá-la realmente”
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A fala reproduz a posição do parlamentar sobre a condução dos trabalhos e a correlação de forças na comissão. O texto original não apresenta contraponto dos citados às declarações feitas em Plenário.
Quais críticas o senador fez ao andamento da comissão?
Izalci também criticou decisões do Supremo Tribunal Federal e afirmou que elas impactaram diretamente o andamento da CPMI. Segundo ele, essas decisões permitiram ausências em oitivas e comprometeram a coleta de informações ao longo das investigações.
Na mesma linha, o senador declarou que a distribuição de vagas por partidos, e não por blocos parlamentares, alterou o equilíbrio interno da comissão. Na avaliação dele, essa mudança assegurou maioria à base governista e dificultou a aprovação de requerimentos e convocações.
- Izalci disse que a comissão reuniu provas sobre os descontos indevidos.
- O senador afirmou que decisões do STF afetaram oitivas e coleta de informações.
- Também criticou a distribuição das vagas na CPMI por partidos.
- Segundo ele, requerimentos e convocações deixaram de avançar após a mudança.
Que exemplo foi citado por Izalci no discurso?
Ao tratar do que chamou de blindagem dentro da comissão, Izalci mencionou o caso de Edson Claro Medeiros Júnior, ex-funcionário de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. O parlamentar citou o episódio como exemplo para sustentar sua crítica de que a comissão deixou de aprovar medidas que, segundo ele, poderiam ampliar a apuração.
“A partir desse momento, nós não conseguimos aprovar mais nada que pudesse incriminar as autoridades do Supremo e também do Executivo, ou parentes”
O pronunciamento ocorreu no mesmo dia em que foi publicada a informação sobre o encerramento da CPMI sem avanço para a etapa final desejada pelo senador. A reportagem da Agência Senado registra as declarações de Izalci em contexto de manifestação parlamentar, sem acrescentar novos elementos investigativos além dos mencionados no discurso.
Assim, o encerramento da CPMI do INSS foi apresentado por Izalci Lucas como um fator que interrompeu a continuidade das apurações sobre descontos indevidos em benefícios previdenciários. As críticas do senador se concentraram na composição da comissão, em decisões judiciais que, segundo ele, afetaram o colegiado e na impossibilidade de aprovar requerimentos considerados relevantes para a investigação.



