
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, informou que o aporte da União para os Correios (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) deve ser realizado somente em 2027. A estatal também avalia a possibilidade de obter um novo empréstimo ainda em 2026, o que não impediria o repasse de recursos por parte do governo federal. A declaração foi feita nesta terça-feira (17.mar.2026).
De acordo com informações do Poder360, a captação adicional já estava prevista no contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões firmado em dezembro de 2025 entre os Correios e um consórcio de bancos, incluindo Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander Brasil.
Esther Dweck comentou sobre o assunto após a apresentação do balanço do 2º CNU (Concurso Público Nacional Unificado, popularmente conhecido como “Enem dos Concursos”). Segundo ela, mesmo que a estatal consiga um novo empréstimo ainda neste ano, o aporte da União não será descartado, pois “alivia financeiramente a estatal e, por isso, faz parte da equação”.
Qual a situação financeira atual dos Correios?
A empresa pública federal tem enfrentado dificuldades financeiras e está implementando um plano de reestruturação aprovado em 21 de novembro de 2025. Entre janeiro e setembro daquele ano, os Correios registraram um prejuízo de R$ 6,1 bilhões.
Qual o objetivo do plano de reestruturação?
O plano de recuperação estipula a necessidade de R$ 20 bilhões para garantir a liquidez e possibilitar a transição para um novo modelo operacional. Esse montante seria composto pelos R$ 12 bilhões provenientes dos bancos, mais R$ 8 bilhões em operações asseguradas pelo Tesouro Nacional.
Quais medidas estão sendo tomadas para a recuperação?
Em 29 de dezembro de 2025, a estatal anunciou que o plano de recuperação resultaria em ganhos de R$ 7,4 bilhões por ano. Desse total, R$ 4,2 bilhões viriam do corte de gastos com 15 mil funcionários e o fechamento de mil unidades de atendimento, enquanto outros R$ 3,2 bilhões seriam provenientes do aumento de receita.
A ministra também expressou satisfação com os “resultados positivos” do plano de recuperação financeira dos Correios, afirmando que a receita está superando as expectativas e que há confiança de que o processo permitirá que a instituição supere a situação financeira do ano anterior.
“A proposta de restauração está sendo seguida, com resultados positivos, inclusive com a receita superando positivamente a expectativa que seria padrão, está dentro da curva mais positiva, então a gente está muito confiante de que isso é um processo graduado para permitir que os Correios saiam da situação financeira que estava no ano passado.”


