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Correios: Aporte da União fica para 2027, diz ministra Esther Dweck

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Aporte da União aos Correios deve ficar para 2027, diz Esther Dweck
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, e outros titulares de pastas da Esplanada dos Ministérios acompanham da sala de situação da Dataprev, os trabalho de monitoramento para tratamento de incidentes e respostas da aplicação das provas do Concurso Público Nacional Unificado. A seleção é a maior da história do país para cargos no Governo Federal. São mais de 2,1 milhões de inscritos para concorrer a 6.640 vagas em 21 órgãos da administração pública federal. Foram definidos 3.647 locais de prova e 72.041 salas, distribuídas em 228 municípios, em todos os estados. Mais de 210 mil pessoas vão trabalhar na aplicação do exame. | Sérgio Lima/Poder360 - 18.ago.2024

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, informou que o aporte da União para os Correios (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) deve ser realizado somente em 2027. A estatal também avalia a possibilidade de obter um novo empréstimo ainda em 2026, o que não impediria o repasse de recursos por parte do governo federal. A declaração foi feita nesta terça-feira (17.mar.2026).

De acordo com informações do Poder360, a captação adicional já estava prevista no contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões firmado em dezembro de 2025 entre os Correios e um consórcio de bancos, incluindo Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander Brasil.

Esther Dweck comentou sobre o assunto após a apresentação do balanço do 2º CNU (Concurso Público Nacional Unificado, popularmente conhecido como “Enem dos Concursos”). Segundo ela, mesmo que a estatal consiga um novo empréstimo ainda neste ano, o aporte da União não será descartado, pois “alivia financeiramente a estatal e, por isso, faz parte da equação”.

Qual a situação financeira atual dos Correios?

A empresa pública federal tem enfrentado dificuldades financeiras e está implementando um plano de reestruturação aprovado em 21 de novembro de 2025. Entre janeiro e setembro daquele ano, os Correios registraram um prejuízo de R$ 6,1 bilhões.

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Qual o objetivo do plano de reestruturação?

O plano de recuperação estipula a necessidade de R$ 20 bilhões para garantir a liquidez e possibilitar a transição para um novo modelo operacional. Esse montante seria composto pelos R$ 12 bilhões provenientes dos bancos, mais R$ 8 bilhões em operações asseguradas pelo Tesouro Nacional.

Quais medidas estão sendo tomadas para a recuperação?

Em 29 de dezembro de 2025, a estatal anunciou que o plano de recuperação resultaria em ganhos de R$ 7,4 bilhões por ano. Desse total, R$ 4,2 bilhões viriam do corte de gastos com 15 mil funcionários e o fechamento de mil unidades de atendimento, enquanto outros R$ 3,2 bilhões seriam provenientes do aumento de receita.

A ministra também expressou satisfação com os “resultados positivos” do plano de recuperação financeira dos Correios, afirmando que a receita está superando as expectativas e que há confiança de que o processo permitirá que a instituição supere a situação financeira do ano anterior.

“A proposta de restauração está sendo seguida, com resultados positivos, inclusive com a receita superando positivamente a expectativa que seria padrão, está dentro da curva mais positiva, então a gente está muito confiante de que isso é um processo graduado para permitir que os Correios saiam da situação financeira que estava no ano passado.”

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