O diretor de futebol do Corinthians, Marcelo Paz, oficializou a demissão do técnico Dorival Júnior em pronunciamento realizado na Neo Química Arena, estádio do clube localizado na zona leste de São Paulo. A decisão ocorreu no domingo (5), logo após a derrota da equipe para o Internacional, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, motivada por uma sequência negativa de nove jogos sem vitórias. De acordo com informações do UOL Esporte, a cúpula corintiana avaliou que o desempenho da comissão técnica havia atingido o seu limite máximo de evolução.
Por que o Corinthians decidiu demitir Dorival Júnior agora?
O dirigente explicou que a diretoria alvinegra e o presidente da instituição tentaram dar o tempo necessário para que a comissão técnica fizesse as correções devidas. Durante esse processo, o elenco contou com períodos maiores de treinamento exclusivo, especialmente durante a pausa para a Data Fifa (calendário reservado pela federação internacional para jogos de seleções) e logo após a eliminação no Campeonato Paulista.
No entanto, a equipe apresentou uma queda acentuada de performance técnica e tática. O time demonstrou grandes dificuldades para finalizar jogadas e atacar os adversários com efetividade, além de acumular derrotas dentro de casa. O longo período de nove partidas sem nenhum triunfo foi o fator determinante para a mudança.
“Futebol é resultado, os resultados não vieram, nove jogos é período longo. Dorival entendeu, eu e o presidente conversamos com ele agora. Ele entendeu a decisão, reconheceu que realmente era um período longo, que a produção já não vinha sendo a ideal”, afirmou o dirigente durante o seu depoimento oficial no estádio.
Como foi o comunicado de desligamento do treinador?
A conversa entre a cúpula diretiva e o profissional foi descrita como madura, verdadeira e totalmente transparente. Marcelo Paz destacou que não houve um desgaste maior na relação interpessoal, mas sim uma convicção forte da direção de que o ciclo precisava ser encerrado imediatamente para promover uma mudança de rota no planejamento da atual temporada.
O próprio comandante compreendeu que a ausência do rendimento ideal estava gerando uma forte ansiedade nos jogadores dentro de campo. O diagnóstico geral apontava para uma questão emocional complexa, que impedia a aplicação prática nas partidas oficiais de tudo aquilo que era exaustivamente trabalhado nos treinamentos diários no centro de treinamento.
Apesar do encerramento do vínculo empregatício, o diretor fez questão de registrar um agradecimento público pelo empenho diário de toda a comissão técnica. Ele relembrou as duas conquistas recentes que marcaram a história da instituição sob o comando de Dorival, incluindo o título da Copa do Brasil e a taça conquistada no início deste ano sobre a equipe do Flamengo, que gerou grande comoção na época.
Quais são os próximos passos da diretoria corintiana?
Com a saída confirmada nos bastidores, o clube paulista inicia imediatamente a busca incansável por um novo comandante técnico no mercado da bola. O objetivo principal da gestão é encontrar um profissional com o perfil adequado ao tamanho da instituição e que seja capaz de devolver o bom futebol e a alegria ao torcedor alvinegro.
Os dirigentes responsáveis pelo departamento de futebol estabeleceram algumas prioridades imediatas para este novo ciclo de trabalho que se inicia:
- Encontrar um treinador com agilidade para preparar o time visando o importante confronto de quinta-feira contra o Platense, equipe da Argentina;
- Retomar rapidamente o caminho das vitórias e o padrão ofensivo e imponente da equipe;
- Manter o foco absoluto nos grandes objetivos esportivos da temporada e na conquista de novos títulos;
- Reduzir a ansiedade atual do elenco de jogadores e reconquistar a confiança plena dos torcedores nas arquibancadas.
Para conseguir acelerar este complexo processo de contratação, o diretor optou estrategicamente por fazer apenas um pronunciamento oficial, sem abrir nenhum espaço para perguntas dos jornalistas presentes. A justificativa oficial apresentada foi a necessidade urgente de otimizar o tempo de trabalho e a completa impossibilidade de fornecer respostas concretas e definitivas antes do início efetivo das novas negociações.