Corinthians consulta jurídico para definir multa no salário do volante Allan

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O Corinthians iniciou um processo interno rígido para definir a punição administrativa que será aplicada ao volante Allan. A medida ocorre após o jogador ser expulso na última quarta-feira (1º) durante a derrota por 3 a 1 contra o Fluminense, válida pelo Campeonato Brasileiro. O atleta recebeu o cartão vermelho direto após realizar um gesto obsceno direcionado aos adversários em campo.

De acordo com informações do UOL Esporte, a diretoria alvinegra acionou o departamento jurídico do clube para entender com precisão qual é o percentual máximo de desconto salarial permitido por lei neste tipo de infração disciplinar.

Como será a punição administrativa aplicada pelo Corinthians?

A expectativa da cúpula corintiana é que o presidente da instituição, Osmar Stábile, e o executivo de futebol, Marcelo Paz, cheguem a um veredito sobre o tamanho da sanção até o fim deste final de semana (5). O jogador será formalmente comunicado assim que a decisão for sacramentada nos bastidores.

Existe um consenso interno no clube paulista de que a atitude não pode passar impune e que o atleta sofrerá um impacto direto em seus vencimentos mensais. Atualmente, o volante está emprestado pelo Flamengo até o encerramento da temporada e possui um salário de aproximadamente R$ 800 mil, valor que é pago de forma integral pelo Corinthians.

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A dúvida restante entre os dirigentes é se a multa será aplicada no grau máximo permitido pela legislação trabalhista ou se haverá algum tipo de flexibilização do montante. O departamento de comunicação do clube também estuda a publicação de uma nota oficial para garantir total transparência sobre o caso perante a torcida.

O jogador perderá espaço na equipe comandada por Dorival Júnior?

Tudo indica que a punição ficará restrita aos descontos financeiros. Uma eventual sanção esportiva, como o afastamento temporário do elenco ou a perda de minutos nas próximas partidas, caberia exclusivamente ao técnico Dorival Júnior. No entanto, a avaliação interna aponta que o comandante não adotará essa postura drástica.

O treinador entende que possui um elenco enxuto e prefere não abrir mão de peças importantes para a maratona da temporada. Uma situação análoga aconteceu no ano anterior, quando o volante Martínez se envolveu em problemas disciplinares, mas continuou sendo utilizado normalmente pela comissão técnica.

Vale ressaltar que o volante expulso é considerado um homem de extrema confiança do treinador, que foi, inclusive, um dos principais entusiastas de sua contratação. Apesar desse respaldo tático, o comandante não aprovou a atitude intempestiva demonstrada na partida contra a equipe carioca.

O que diz a súmula e como o atleta se posicionou sobre a expulsão?

O incidente começou no início da segunda etapa, gerando uma confusão generalizada que envolveu atletas e membros das comissões técnicas das duas equipes. Inicialmente, o atrito teve como protagonistas o próprio meio-campista do time paulista e o meia Lucho Acosta, da agremiação adversária.

O árbitro do confronto, Davi de Oliveira Lacerda, havia aplicado apenas o cartão amarelo em um primeiro momento. Contudo, após o auxílio e a minuciosa revisão do árbitro de vídeo (VAR), a expulsão foi decretada. O jogador direcionou ofensas e levou as mãos à região genital mirando o atacante Serna.

No documento oficial da partida, o juiz relatou o exato motivo da aplicação do cartão vermelho direto:

Por provocar com um gesto obsceno (segurando sua genital) em direção aos atletas e membros da comissão técnica da equipe do Fluminense. Após a expulsão, o atleta saiu normalmente.

Após a grande repercussão negativa, o jogador utilizou seus perfis oficiais nas redes sociais para emitir um pedido de desculpas público. Na publicação, ele reconheceu o equívoco de sua reação no calor do confronto:

Dentro de campo, muitas vezes o jogo mexe com a cabeça, com a emoção, com o calor do momento. Mas nada disso justifica a minha atitude. Eu assumo o meu erro e peço desculpas aos meus companheiros, à comissão técnica, ao clube, aos torcedores e também aos adversários.

Quais são os próximos passos na esfera da Justiça Desportiva?

Com a expulsão confirmada no gramado, o meio-campista cumpre suspensão automática e desfalca a equipe no duelo contra o Internacional, marcado para este domingo (5), em mais uma rodada fundamental do Campeonato Brasileiro.

Além da multa interna e do gancho automático, o caso ainda deve chegar aos tribunais. A expectativa é que a Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), órgão responsável por julgar infrações disciplinares no futebol nacional, ofereça uma denúncia formal contra o atleta nas próximas semanas, baseada nos seguintes pontos:

  • Possível enquadramento no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), referente a assumir conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva. A pena prevista varia de um a seis jogos de gancho.
  • Risco de agravamento do quadro jurídico caso a denúncia também inclua o artigo 243-F, que trata especificamente sobre ofender alguém em sua honra, podendo ampliar significativamente o tempo de suspensão do jogador no torneio nacional.

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