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COP15 em Campo Grande promove conscientização sobre espécies migratórias

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Participantes em evento sobre preservação ambiental com banner ilustrado por aves migratórias e vegetação nativa.
Reprodução / agenciabrasil.ebc.com.br

A 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres, a COP15, encerrada em 29 de março de 2026 em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, deixou como principal legado uma maior conscientização ambiental junto à população local por meio de atividades paralelas e gratuitas realizadas na Casa do Homem Pantaneiro, no Parque das Nações Indígenas.

De acordo com informações da Agência Brasil, a programação paralela denominada Conexão sem Fronteiras ocupou o antigo prédio restaurado do parque com o objetivo de estender os debates da conferência para além da área restrita aos credenciados oficiais. A COP15 é a conferência das partes da Convenção sobre Espécies Migratórias, tratado da ONU voltado à conservação de animais silvestres que atravessam fronteiras nacionais.

O que foi a Conexão sem Fronteiras?

As atividades incluíram apresentações de iniciativas, exposições e ações educativas que abordaram os ciclos migratórios de espécies animais pelos biomas brasileiros. O espaço público restaurado serviu como ponto de difusão científica e ambiental aberto a toda a população.

Estudantes, professores e moradores da região participaram das ações, demonstrando interesse pelo tema das espécies migratórias.

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Qual foi o impacto nas pessoas que visitaram o espaço?

Um estudante de agroecologia da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul relatou que a programação o fez refletir sobre aves migratórias presentes no território que antes passavam despercebidas. Professores da rede municipal de ensino viram na iniciativa uma oportunidade para desenvolver projetos pedagógicos.

A professora Adriana Suzuki, da rede municipal de Campo Grande, destacou a importância da recuperação do espaço público para fins educativos. Ela afirmou ter buscado estabelecer parcerias para transformar o conhecimento adquirido em processos pedagógicos.

Quais outros legados a COP15 deixou para Campo Grande?

A secretária nacional de Biodiversidade, Rita Mesquita, avaliou positivamente a iniciativa do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Segundo ela, a Casa do Homem Pantaneiro demonstrou seu potencial como espaço democrático de divulgação da ciência.

“A gente ficou muito satisfeito com os resultados e com a grande receptividade de todos que foram lá visitar”

Rita Mesquita citou ainda outros legados concretos da conferência, como a criação do Bosque da COP15, um novo espaço verde urbano, e o lançamento de um edital de pesquisa para fomentar estudos sobre espécies e rotas migratórias. O edital será publicado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e destinado a pesquisadores, universidades e centros de pesquisa brasileiros.

A secretária enfatizou que a conferência representou um esforço compartilhado entre diferentes níveis de governo e instituições, com diversas parcerias, visando construir um legado duradouro tanto em conhecimento quanto em infraestrutura verde para a cidade.

A programação paralela cumpriu o papel de aproximar a população de temas científicos e ambientais tratados na COP15, promovendo maior engajamento da sociedade civil com as questões de conservação da biodiversidade. A Casa do Homem Pantaneiro, agora restaurada, tende a continuar funcionando como centro de educação ambiental na capital sul-mato-grossense.

Com mais de 11 dias de atividades, a conferência e sua programação paralela contribuíram para ampliar o conhecimento sobre as rotas migratórias que atravessam o Brasil, conectando diferentes biomas e países. Em um país com biomas interligados, como Pantanal, Cerrado, Amazônia e litoral, o tema tem relevância nacional para políticas de conservação e pesquisa ambiental.

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