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Contas públicas registram déficit primário de R$ 16,4 bilhões em fevereiro

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Brasília - A secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, comenta o resultado primário do Governo Central (Tesouro Naci
Brasília - A secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, comenta o resultado primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) do mês de agosto (Wilson Dias/Agência Brasil) Foto: Agência Brasil/EBC — EBC/Agência Brasil — CC BY 3.0 BR

As contas públicas do setor público consolidado registraram déficit primário de R$ 16,4 bilhões em fevereiro, informou o Banco Central nesta terça-feira, 31 de março de 2026, em Brasília. O resultado reúne União, estados, municípios e empresas estatais e mostra saldo negativo no mês, com o déficit do governo federal parcialmente compensado pelo superávit dos governos regionais. A diferença entre receitas e despesas, sem considerar os juros da dívida, é o que compõe o resultado primário. De acordo com informações da Agência Brasil, houve redução do déficit na comparação com fevereiro de 2025.

No mesmo mês do ano passado, o resultado havia sido negativo em R$ 19 bilhões. Em 12 meses encerrados em fevereiro, o setor público consolidado acumulou déficit primário de R$ 52,8 bilhões, o equivalente a 0,41% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2025, as contas públicas fecharam o ano com déficit de R$ 55 bilhões, ou 0,43% do PIB.

Como cada nível de governo contribuiu para o resultado de fevereiro?

O desempenho das contas públicas em fevereiro foi pressionado pelo resultado do Governo Central. Segundo o Banco Central, a conta do governo federal teve déficit primário de R$ 29,5 bilhões, ante saldo negativo de R$ 28,5 bilhões em fevereiro de 2025. O texto original aponta que o resultado foi influenciado por gastos com o Programa Pé-de-Meia e reajustes ao funcionalismo público.

Já os governos regionais, que incluem estados e municípios, apresentaram superávit de R$ 13,7 bilhões em fevereiro, acima dos R$ 9,2 bilhões registrados no mesmo mês de 2025. Esse resultado positivo ajudou a compensar parcialmente o déficit do Governo Central e reduziu o impacto negativo sobre o consolidado do setor público.

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As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídos os grupos Petrobras e Eletrobras, tiveram resultado negativo de R$ 568 milhões em fevereiro. No mesmo mês do ano passado, essas entidades haviam registrado superávit de R$ 299 milhões, o que indica piora nesse segmento.

Por que o número do Banco Central difere do divulgado pelo Tesouro Nacional?

O valor apresentado pelo Banco Central difere do número divulgado pelo Tesouro Nacional na segunda-feira, 30 de março de 2026. Enquanto o Tesouro informou déficit de R$ 30 bilhões para o Governo Central, o BC registrou R$ 29,5 bilhões. A diferença, segundo a reportagem original, decorre da metodologia usada pelo Banco Central, que considera a variação da dívida dos entes públicos. O Banco Central divulga estatísticas fiscais do setor público consolidado, enquanto o Tesouro Nacional acompanha as contas do Governo Central.

Isso significa que os dois dados tratam do mesmo tema, mas partem de critérios estatísticos diferentes. O texto não informa divergência de fato, e sim distinção metodológica entre os levantamentos oficiais.

O que aconteceu com os juros e o resultado nominal?

Os gastos com juros somaram R$ 84,2 bilhões em fevereiro. Com isso, o resultado nominal das contas públicas, que inclui o resultado primário e os juros da dívida, ficou negativo em R$ 100,6 bilhões no mês. Em fevereiro de 2025, esse déficit nominal havia sido de R$ 97,2 bilhões.

Em 12 meses encerrados em fevereiro, o setor público acumulou déficit nominal de R$ 1,1 trilhão, equivalente a 8,48% do PIB. Segundo a reportagem, esse indicador é observado por agências de classificação de risco na avaliação do endividamento de um país e também por investidores.

  • Déficit primário em fevereiro de 2026: R$ 16,4 bilhões
  • Déficit primário em fevereiro de 2025: R$ 19 bilhões
  • Gastos com juros em fevereiro de 2026: R$ 84,2 bilhões
  • Déficit nominal em fevereiro de 2026: R$ 100,6 bilhões
  • Déficit nominal em 12 meses: R$ 1,1 trilhão

Como ficaram a dívida líquida e a dívida bruta do setor público?

A dívida líquida do setor público chegou a R$ 8,4 trilhões em fevereiro, o equivalente a 65,5% do PIB. Houve aumento de 0,5 ponto percentual em relação ao mês anterior. De acordo com o texto original, esse avanço se deve ao déficit primário do mês, aos juros nominais apropriados e à apreciação cambial de 1,5% em fevereiro, compensados pela variação do PIB nominal e por outros ajustes da dívida externa líquida.

A dívida bruta do governo geral, que considera apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais, alcançou R$ 10,2 trilhões, ou 79,2% do PIB, também com alta de 0,5 ponto percentual no mês. Assim como o resultado nominal, a dívida bruta é usada para comparações internacionais sobre a situação fiscal dos países.

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