O consumo diário de café pode estar associado a uma menor chance de desenvolver demência, segundo um estudo da Universidade Harvard. Em um país como o Brasil, um dos maiores produtores e consumidores de café do mundo, o tema tem impacto direto no cotidiano e no interesse de saúde pública. A pesquisa, que acompanhou 131 mil pessoas por 43 anos, sugere que a cafeína pode ser a responsável por esse efeito, mas o texto não informa quando os resultados foram divulgados. De acordo com informações da Superinteressante, o estudo é observacional e não prova causalidade, mas oferece pistas valiosas.
Como o café pode influenciar a saúde do cérebro?
Os resultados indicam que o consumo moderado de café ou chás com cafeína está associado a uma redução de 15% a 20% no risco de declínio cognitivo. O maior benefício é observado com duas a três xícaras de café por dia. Curiosamente, os efeitos positivos foram notados mesmo em pessoas com maior risco genético de Alzheimer.
- Estudo acompanhou 131 mil pessoas por 43 anos.
- Redução de risco varia entre 15% e 20%.
- Cafeína pode ser a principal responsável pelo efeito.
Quais são as limitações e considerações do estudo?
Embora o estudo não prove que o café previne o declínio cognitivo, ele considera outros fatores que afetam a demência, como idade e dieta. A pesquisa não conclui o mecanismo exato, mas sugere que a cafeína pode reduzir a inflamação cerebral ou controlar o açúcar no sangue. Os autores alertam que o café não é uma solução mágica e que o consumo excessivo pode causar problemas como ansiedade.



