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Compras virtuais no Brasil devem dobrar em dez anos, aponta estudo do Ebanx

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Os gastos dos brasileiros com compras online devem crescer 104% até 2036, segundo projeção divulgada em 24 de março de 2026 no relatório Beyond Borders 2026. O levantamento foi produzido pela Ebanx em parceria com a World Data Lab e indica que, no Brasil, o avanço do consumo digital deve superar o crescimento dos gastos totais, estimado em 66% no mesmo período. De acordo com informações do Monitor Mercantil, a expansão é associada ao maior acesso à internet por dispositivos móveis, à concentração urbana e aos avanços da inclusão financeira e digital.

O estudo também aponta que os consumidores brasileiros já destinam 11,5% de seus gastos em compras ao e-commerce. Esse percentual, segundo a pesquisa, está acima do registrado em países como Estados Unidos, Holanda, França, Alemanha e Itália. A projeção é de que a fatia chegue a 15,2% no Brasil em dez anos.

O que explica a expansão das compras virtuais no Brasil?

De acordo com o levantamento, o avanço do comércio eletrônico no país está ligado a fatores estruturais e tecnológicos. Entre eles estão a ampliação do acesso à internet pelo celular, a maior densidade dos mercados urbanos e a evolução da inclusão financeira e digital nos últimos anos. O relatório insere o Brasil em um grupo de mercados emergentes, ao lado de Índia, Indonésia e Nigéria, que vêm registrando aceleração dos gastos digitais.

No recorte por perfil socioeconômico, a classe média baixa aparece como a principal responsável pelo gasto online total no país, com 34% do valor desembolsado na internet. Em seguida, aparecem a classe média, com 25%, as classes alta e média alta, também com 25%, e a classe alta, com 12%.

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  • Classe média baixa: 34% do gasto online total
  • Classe média: 25%
  • Classes alta e média alta: 25%
  • Classe alta: 12%

Quais faixas etárias mais gastam no comércio eletrônico?

Segundo a pesquisa, o grupo de 45 a 65 anos lidera a participação no gasto online, com 29% do total. Na sequência, estão as pessoas de 30 a 45 anos, com 25%, e as de 15 a 30 anos, com 19%. O estudo destaca ainda que a população com 65 anos ou mais deve registrar o maior crescimento na próxima década.

A estimativa é que, em 2036, esse grupo responda por 19% do gasto online total, cinco pontos percentuais acima dos atuais 14%. O dado sugere uma ampliação do uso do comércio eletrônico por consumidores mais velhos, movimento que acompanha o avanço da digitalização no consumo.

Como os brasileiros estão pagando pelas compras digitais?

No mercado brasileiro, os cartões de crédito dividem espaço com outros meios de pagamento, como Pix, boleto bancário e carteiras digitais. Dados da Payments and Commerce Market Intelligence, citados no relatório Beyond Borders 2026, mostram que o Pix já responde por 45% do comércio digital no país, enquanto os cartões de crédito representam 40%. O Pix é o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central lançado em 2020 e se consolidou como um dos principais meios de pagamento no país.

Na sequência aparecem as carteiras digitais, com 9% do volume transacionado, e o boleto bancário, com 6%. O estudo ainda traz a projeção de que o Pix alcance cerca de 50% das transações de e-commerce no Brasil até 2028, ampliando sua liderança no setor.

  • Pix: 45% do comércio digital
  • Cartões de crédito: 40%
  • Carteiras digitais: 9%
  • Boleto bancário: 6%

O relatório atribui esse avanço à expansão das funcionalidades do sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central no fim de 2020. Entre os fatores citados estão os pagamentos automáticos e recorrentes, que ampliam o uso do Pix em modalidades antes mais associadas aos cartões, como assinaturas e serviços digitais.

O que muda no perfil do consumidor brasileiro até 2036?

Outro dado do estudo é a estimativa de que 21,8 milhões de brasileiros passem a integrar a classe consumidora até 2036. Segundo o levantamento, esse contingente supera a soma projetada para Europa e América do Norte, que devem adicionar 19,7 milhões de pessoas ao grupo no mesmo intervalo. A definição adotada considera consumidores com gasto igual ou superior a US$ 13 por dia com base na Paridade do Poder de Compra.

Com isso, a classe consumidora brasileira deve crescer 14% em dez anos e ultrapassar 174 milhões de pessoas em 2036. A maioria dos novos consumidores no país será formada por mulheres, com 53% do total projetado. Entre as faixas etárias, o maior crescimento da base consumidora deverá ocorrer entre brasileiros com mais de 65 anos, com alta de 46%, seguidos pelo grupo de 45 a 65 anos, com 23%.

O estudo também informa que, somados, os países emergentes devem acrescentar mais de 1 bilhão de pessoas à classe consumidora até 2036. No caso brasileiro, os dados reforçam a expectativa de expansão do e-commerce em paralelo ao aumento da base de consumidores e à maior presença de meios de pagamento digitais no varejo online.

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