No último domingo, o grupo de analistas Citrini Research publicou um estudo notável que ilustra como a inteligência artificial pode causar uma destruição econômica em massa nos próximos dois anos. O cenário imaginado descreve um futuro em que o desemprego dobrou e o valor total do mercado de ações caiu mais de um terço. De acordo com informações do TechCrunch, o relatório afirma:
“As capacidades da IA melhoraram, as empresas precisaram de menos trabalhadores, os cortes de empregos em colarinho branco aumentaram, os trabalhadores deslocados gastaram menos, a pressão sobre as margens levou as empresas a investir mais em IA, as capacidades da IA melhoraram…”
Quais são os riscos econômicos associados à IA?
O estudo descreve um ciclo de feedback negativo sem freio natural, onde o sistema se torna uma longa cadeia de apostas correlacionadas no crescimento da produtividade de trabalhadores de colarinho branco. Este é um novo tipo de cenário pessimista, focado não em um desajuste ao estilo Skynet, mas na gradual desestruturação da própria economia.
Como a IA pode substituir modelos de negócios tradicionais?
O cenário da Citrini examina as implicações de integrar agentes de IA na economia em geral, especialmente quando contratados externos são substituídos por IA interna mais barata. Isso é semelhante ao cenário de “Morte do SaaS”, mas a Citrini vai além, implicando qualquer modelo de negócios que envolva otimização de transações entre empresas.
Qual é a reação do público ao relatório?
O relatório está gerando bastante repercussão online. Nem todos estão convencidos — até mesmo a Citrini descreve isso mais como um cenário do que uma previsão — mas não é tão fácil identificar o ponto específico onde o cenário pode falhar. Pessoalmente, não estou certo de que as empresas estejam prontas para delegar decisões de compra a agentes de IA, por mais inteligentes que sejam. No entanto, no cenário da Citrini, a maioria das decisões impactadas já foi entregue a contratados terceirizados, o que torna a ideia menos implausível do que parece.