A Colossal Biosciences, uma empresa avaliada em US$ 10,2 bilhões, está no centro de uma polêmica científica ao anunciar a “de-extinção” do lobo terrível, extinto há mais de 10.000 anos. De acordo com informações do The Guardian, a empresa, sediada em Dallas, planeja trazer de volta também o mamute lanoso e o dodô nos próximos anos.
Como a Colossal pretende ressuscitar espécies extintas?
A empresa utiliza DNA antigo extraído de fósseis e tecnologia de edição genética, como o Crispr, para modificar o genoma de espécies vivas relacionadas. No caso dos lobos terríveis, 14 dos 19.000 genes do lobo cinzento foram editados para criar híbridos com características específicas. O CEO da Colossal, Ben Lamm, afirmou que a extinção em massa causada por ações humanas gera uma “obrigação moral” de resposta.
Quais são as críticas à abordagem da Colossal?
Críticos, como Vincent Lynch, especialista em biologia evolutiva, argumentam que a empresa não está realmente ressuscitando espécies extintas, mas sim criando versões geneticamente modificadas de espécies existentes. Lynch afirmou: “Eles fizeram lobos cinzentos geneticamente modificados, não lobos terríveis.” A definição do que constitui uma espécie é tanto filosófica quanto científica, e a abordagem da Colossal é vista como controversa.
Quais são os desafios e implicações da de-extinção?
A reintrodução de espécies extintas em ecossistemas modernos levanta questões sobre o impacto ambiental e a convivência com humanos. Julie Meachen, paleontóloga, destacou os riscos de reintroduzir mamutes em áreas habitadas por humanos. Além disso, há preocupações de que a tecnologia possa desviar a atenção da conservação de espécies ameaçadas atualmente.
Qual é o futuro da Colossal e suas tecnologias?
Apesar das críticas, a Colossal continua a desenvolver suas tecnologias com o objetivo de preservar espécies existentes. A empresa vê a edição genética como uma ferramenta para aumentar a diversidade genética de espécies ameaçadas. Beth Shapiro, cientista-chefe da Colossal, afirmou que a empresa “é, em sua essência, uma companhia de preservação de espécies”.