O Rio Grande do Sul registrou avanço nos trabalhos de campo na semana do levantamento divulgado em 28 de março de 2026, com a colheita da soja atingindo 10% da área total semeada no estado. O levantamento conjuntural detalha o ritmo das máquinas e a situação das lavouras em diferentes regiões gaúchas, evidenciando o início da intensificação das atividades agrícolas para a safra de verão.
De acordo com informações do Canal Rural, os dados foram compilados pela Emater/RS-Ascar, instituição responsável por monitorar o desenvolvimento rural e fornecer assistência técnica aos produtores no estado. O monitoramento aponta que, embora a soja esteja no estágio inicial de colheita, outras culturas cruciais para a economia do Rio Grande do Sul, como o milho e o arroz, já apresentam estágios mais avançados.
Qual é o cenário atual da soja no Rio Grande do Sul?
A cultura da soja, principal produto da pauta de exportações do agronegócio gaúcho, começou a ser retirada do campo em diversas frentes de trabalho espalhadas pelo estado. O índice de 10% reflete a heterogeneidade do plantio, que ocorre em janelas distintas dependendo da região. Os técnicos da instituição observam que as lavouras remanescentes encontram-se em fases de maturação e enchimento de grãos, dependendo diretamente das condições climáticas para manter o potencial produtivo.
A evolução dos trabalhos de colheita é acompanhada de perto por cooperativas e órgãos públicos, uma vez que o desempenho da safra de soja impacta a economia estadual e também a cadeia nacional de grãos. O Rio Grande do Sul está entre os principais produtores agrícolas do país, o que dá relevância nacional ao andamento da safra no estado.
Como está o progresso das outras culturas agrícolas?
Além da soja, o levantamento semanal destaca o desempenho do milho e do arroz irrigado no território gaúcho. O milho, cuja colheita inicia-se tradicionalmente mais cedo em virtude do ciclo da planta, já alcançou a marca de 73% da área total. Restam agora apenas as lavouras plantadas mais tardiamente ou aquelas situadas em regiões de clima mais frio, que exigem mais tempo de secagem natural no campo.
Já o arroz, cultura fundamental para a segurança alimentar do Brasil e para a economia local, atingiu 35% de área colhida. O Rio Grande do Sul tem peso central na produção nacional de arroz, o que faz com que o avanço da colheita no estado seja acompanhado por toda a cadeia de abastecimento. Os produtores arrozeiros têm aproveitado os períodos de baixa umidade para acelerar o ritmo nos tabuleiros, buscando armazenar o cereal com a qualidade necessária para o mercado consumidor.
Quais são os principais índices de colheita divulgados pela Emater?
Para facilitar a compreensão do estágio atual da safra de verão no Rio Grande do Sul, os dados principais apresentados pelo relatório podem ser resumidos nos seguintes pontos:
- Soja: 10% da área total colhida;
- Milho: 73% da área total colhida;
- Arroz: 35% da área total colhida.
A Emater/RS-Ascar desempenha uma função importante no acompanhamento do ciclo produtivo. Por meio de seus escritórios locais e regionais, a entidade coleta dados que servem de base para políticas públicas, planejamento logístico e tomadas de decisão por parte dos produtores e do mercado.
O monitoramento contínuo da safra é vital para entender o impacto do setor primário no estado. Com a colheita da soja ainda em fase inicial, o Rio Grande do Sul segue como um dos principais protagonistas na produção de grãos do país, e o avanço desses percentuais é acompanhado com atenção por toda a cadeia produtiva nacional.



