Um estudo da Anthropic mostrou como brasileiros utilizam o Claude em atividades de trabalho, estudo e rotina pessoal, com destaque para redação, revisão e análise de documentos jurídicos. Os dados integram a edição mais recente do relatório Anthropic Economic Index, citada em reportagem publicada em 22 de março de 2026, e indicam que o Brasil aparece como o 66º país que mais usa os recursos da ferramenta proporcionalmente ao tamanho da população. De acordo com informações do Canaltech, o levantamento também aponta que o mercado brasileiro registra índice de uso de 0,70x, o que representa cerca de 70% do potencial esperado considerando economia e população.
O material não detalha a colocação do Brasil entre os países que lideram o uso geral do Claude. Segundo o texto, apenas Estados Unidos, Índia, Japão, Reino Unido e Coreia do Sul aparecem no grupo dos cinco mercados com maior uso da plataforma.
O que o estudo diz sobre o uso do Claude no Brasil?
O relatório destaca que, no território brasileiro, a principal frente de uso do Claude está ligada à redação, revisão e análise de documentos jurídicos e petições judiciais. Esse tipo de atividade responde por 8,2% do total de uso da ferramenta no país, segundo os dados citados.
Além da área jurídica, o estudo menciona outros usos relevantes da plataforma em tarefas criativas e técnicas. Entre eles, aparecem a escrita e edição de obras de ficção criativa, atividades relacionadas à análise e correção de códigos de programação, além da criação de roteiros para vídeo, podcasts e conteúdo musical.
- Redação, revisão e análise de documentos jurídicos e petições judiciais: 8,2%
- Escrita e edição de obras de ficção criativa: 4,7%
- Análise e correção de códigos de programação: 4,5%
- Criação de roteiros de vídeo, podcasts e conteúdo musical: 3,9%
Quais setores mais usam a ferramenta no país?
Ao observar os setores que mais utilizam o Claude no Brasil, a liderança é da área de Computação e Matemática. De acordo com o levantamento, esse grupo responde por 28,9% das interações, indicando uso expressivo da IA como apoio a programadores e atividades técnicas ligadas ao desenvolvimento de software.
Na sequência, aparecem áreas associadas à produção criativa, educação, direito e rotinas administrativas. O recorte sugere que a ferramenta tem presença tanto em tarefas especializadas quanto em funções de apoio e organização de trabalho.
- Computação e Matemática: 28,9%
- Artes, Design, Entretenimento e Mídia: 15,2%
- Educação e Biblioteconomia: 9,3%
- Jurídico: 5,8%
- Apoio Administrativo: 4,7%
O que os números indicam sobre o mercado brasileiro?
Os dados citados pela reportagem indicam que o Brasil tem participação relativa maior no uso global da plataforma em atividades relacionadas ao trabalho. Ao mesmo tempo, o índice de uso de 0,70x sugere que a adoção do Claude no país ainda está abaixo do potencial estimado pela Anthropic com base no tamanho da economia e da população brasileiras.
O levantamento, no entanto, não apresenta no texto detalhamento adicional sobre os fatores que explicam essa diferença nem traz uma posição completa do Brasil em volume absoluto de uso. Ainda assim, o recorte ajuda a mostrar em quais frentes a IA já vem sendo mais incorporada no cotidiano de usuários brasileiros, sobretudo em tarefas profissionais, jurídicas, educacionais e de programação.
Com isso, o estudo traça um retrato de uso concentrado em demandas práticas e produtivas. Em vez de um cenário dominado apenas por interações recreativas, o material aponta para uma adoção ligada a fluxos de trabalho, produção de conteúdo e suporte técnico, com presença significativa em setores que exigem organização de informação, elaboração de texto e análise especializada.


