A Claro Store, portal de gestão de serviços digitais da Claro, deverá adotar um cadastro self-service para novos parceiros, com a proposta de ampliar seu catálogo de centenas para milhares de ofertas. A informação foi publicada em 30 de março de 2026 e indica que empresas poderão enviar dados de seus produtos diretamente na plataforma, para posterior aprovação da operadora. De acordo com informações do Mobile Time, o modelo busca simplificar a entrada de parceiros e se inspira no funcionamento de grandes lojas de aplicativos.
Segundo a reportagem, a plataforma permitirá que o desenvolvedor cadastre as informações do serviço, defina preço, periodicidade da assinatura, entre semanal ou mensal, e escolha se a oferta ficará disponível para clientes pós-pagos, pré-pagos ou ambos. Após esse envio, o cadastro seguirá para análise de uma equipe da Claro, responsável por aprovar e liberar a comercialização.
Como vai funcionar o novo cadastro de parceiros na Claro Store?
O sistema descrito pela operadora tem formato de marketplace, com uso de APIs para conexão com o mercado. A intenção, de acordo com executivos ouvidos pela publicação, é reduzir a burocracia para que startups e outras empresas possam disponibilizar serviços digitais com mais rapidez. Haverá também um contrato padrão pré-definido para essa etapa inicial de adesão.
“É um modelo de marketplace. A ideia é criar um ecossistema com APIs para se conectar ao mercado. Uma startup vai poder se conectar na Claro e oferecer seu serviço no dia seguinte, sem burocracia”
— Publicidade —Google AdSense • Slot in-article
O modelo comercial começará com divisão de receita de 50% para cada lado. Inicialmente, a Claro informou que pretende investir em mídia nos próprios canais para promover cada novo serviço. Com o crescimento da base de assinantes, o parceiro precisará fazer investimento próprio em mídia com a operadora para evitar redução em sua fatia no revenue share.
Quais canais de divulgação e pagamento estão previstos?
O módulo de mídia fará parte da própria plataforma. De acordo com a reportagem, ele inclui canais como RCS, URA, espaço dentro da Claro Store e mídia no Google com pagamento intermediado pela Claro. A proposta é oferecer distribuição para os parceiros por meio da base de clientes da operadora.
“O principal desafio de uma startup é escalar. Ela precisa de um canal de distribuição, o que normalmente não tem. Esse modelo entrega para as startups um canal de distribuição para 80 milhões de clientes”
Na frente de pagamentos, a plataforma opera por enquanto apenas com direct carrier billing, ou seja, cobrança diretamente na fatura ou no sistema de billing da operadora. A expectativa informada pela Claro é liberar outras formas de pagamento no terceiro trimestre, incluindo cartão de crédito e Pix recorrente.
- Cadastro self-service para novos parceiros
- Contrato padrão pré-definido
- Revenue share inicial de 50% para cada parte
- Promoção em canais próprios da Claro
- Novos meios de pagamento previstos para o terceiro trimestre
O que muda para os clientes da operadora?
A reportagem afirma que a primeira mudança percebida pelos usuários foi a centralização da gestão das assinaturas. Na Claro Store, clientes conseguem contratar ou cancelar serviços digitais vinculados ao número telefônico com menos etapas, em uma lógica semelhante à de lojas de aplicativos.
“Não queremos cliente comprando por impulso ou mantendo um serviço que não deseja mais. Mudamos a lógica do antigo mercado de serviços de valor adicionado (SVA)”
Lançada oficialmente em setembro de 2025, a Claro Store reúne cerca de 200 serviços digitais, incluindo ofertas já comercializadas pela operadora em categorias como entretenimento, games, streaming, educação, saúde e bem-estar, produtividade e segurança. A abertura em formato de marketplace para qualquer empresa cadastrar seu serviço deve acontecer ao longo dos próximos meses.
Nos seis primeiros meses de operação, a plataforma recebeu 3,5 milhões de visitas de usuários da operadora, segundo a reportagem. A iniciativa foi apresentada pela Claro como parte de uma estratégia para ampliar sua atuação em soluções tecnológicas e serviços digitais, além do negócio tradicional de telecomunicações. No Brasil, a Claro é uma das principais operadoras de telecomunicações do país, o que dá escala nacional à oferta de novos serviços digitais dentro da plataforma.



