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Claro compra controle da Desktop por R$ 2,4 bilhões e aguarda aval do Cade e da Anatel

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Logotipo da operadora Claro ao lado do logotipo da provedora Desktop, simbolizando a fusão das empresas.
Foto: Autor / Flickr (CC BY)

A Claro anunciou a compra do controle da Desktop em uma operação com preço-base de R$ 2,414 bilhões, envolvendo 84.684.273 ações ordinárias, equivalentes a cerca de 73,01% do capital social da provedora. O contrato foi assinado em 20 de março de 2026, dois dias antes da publicação deste texto, com a Claro NXT Telecomunicações, segundo comunicado da empresa. A conclusão do negócio ainda depende de aprovações do Cade e da Anatel, além de deliberações societárias. De acordo com informações do Telesíntese, a transação foi estruturada com base em um enterprise value de R$ 4 bilhões para a Desktop.

Entre os vendedores da participação estão o fundo Makalu Brasil Partners I J e os acionistas Denio Alves Lindo, Mucio Camargo de Assis Filho, Marcos Camargo de Assis e José Carlos Franco Júnior. O valor final da operação considera o desconto do endividamento líquido da companhia na data de fechamento. Como referência, foi usada a dívida líquida apurada em 30 de setembro de 2025, de R$ 1,585 bilhão, o que levou ao preço-base de R$ 2,414 bilhões, equivalente a R$ 20,82 por ação. Esse montante ainda poderá sofrer ajustes no fechamento.

Como a operação foi estruturada?

Segundo as informações divulgadas, a compra envolve a alienação integral da participação de 73,01% do capital social da Desktop. O contrato foi formulado a partir de uma avaliação empresarial de R$ 4 bilhões, da qual será abatido o endividamento líquido da companhia na data em que a transação for concluída.

Com isso, o preço-base foi calculado com base na dívida líquida de R$ 1,585 bilhão registrada em 30 de setembro de 2025. A conta resultou em R$ 2,414 bilhões para o bloco de controle, ou R$ 20,82 por ação. O texto original informa ainda que esse valor pode ser ajustado até a conclusão efetiva do negócio.

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Quais aprovações ainda são necessárias?

A conclusão da transação está sujeita a condições suspensivas usuais para operações desse tipo. Entre elas, estão a aprovação prévia do Conselho Administrativo de Defesa Econômica e da Agência Nacional de Telecomunicações, órgãos responsáveis por analisar os efeitos concorrenciais e regulatórios do negócio. No Brasil, o Cade avalia impactos sobre a concorrência, enquanto a Anatel regula o setor de telecomunicações.

Também será necessária a realização de assembleia geral extraordinária para deliberar sobre a alteração do estatuto social da Desktop. De acordo com o texto, a proposta prevê a exclusão integral de dispositivos específicos do capítulo que trata de regras societárias, com eficácia condicionada ao aval regulatório.

O que acontece com os acionistas minoritários?

Após o fechamento da operação, a Claro deverá protocolar na Comissão de Valores Mobiliários o pedido de registro de oferta pública de aquisição de ações por alienação de controle, nos termos do regulamento do Novo Mercado e do estatuto social da Desktop.

Nesse caso, os acionistas minoritários deverão receber uma oferta com preço por ação, em reais, no mínimo igual ao valor pago aos vendedores do bloco de controle. Esse mecanismo, conhecido como tag along, busca assegurar tratamento equivalente aos detentores de ações fora do grupo controlador. O Novo Mercado, segmento da B3 com regras mais rígidas de governança, prevê esse tipo de proteção aos minoritários em casos de mudança de controle.

Qual é o papel da conta escrow no contrato?

O contrato também prevê a constituição de uma conta escrow no fechamento da transação. Parte do preço será retida como garantia para obrigações de indenização assumidas pelos vendedores no acordo.

  • Valor de referência de R$ 175 milhões
  • Ajuste proporcional à participação alienada no capital total da companhia
  • Liberação mensal ao longo de cinco anos
  • Condição de ausência de perdas ou demandas de terceiros relacionadas às obrigações cobertas

Segundo o texto, a retenção funcionará como uma garantia para eventuais passivos vinculados às obrigações assumidas pelos vendedores. A liberação dos recursos ocorrerá de forma mensal durante cinco anos, desde que não haja perdas ou reivindicações de terceiros associadas às coberturas previstas no contrato.

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