O mercado brasileiro de telefonia móvel registrou a maior ativação líquida de linhas de celular tradicionais dos últimos dezoito meses durante o mês de fevereiro de 2026. O país contabilizou a adição de 518 mil novos acessos voltados estritamente para uso humano, superando a tendência recente do setor, que vinha apresentando crescimento impulsionado quase que exclusivamente por conexões de máquinas e dispositivos automatizados. De acordo com informações do portal Teletime, os dados oficiais divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), órgão federal regulador do setor, revelam que o volume total de linhas móveis pessoais ultrapassou a marca de 217,1 milhões de conexões ativas em todo o território nacional.
Entre as grandes empresas de telecomunicações em operação no país, a Claro obteve o maior destaque ao liderar a captação de novos clientes, conquistando 509 mil assinaturas no período. A Vivo também registrou um desempenho positivo, garantindo o acréscimo de 141 mil novas linhas. Em contrapartida, a TIM caminhou na direção oposta e enfrentou uma redução direta de 235 mil acessos humanos. O saldo global do mês evidencia um cenário de retomada para o consumidor final, visto que, nos relatórios anteriores, a sustentação do mercado dependia essencialmente das ativações de Internet das Coisas (IoT).
Como ficou o balanço de acessos globais e planos pós-pagos?
Quando são englobadas todas as categorias de conexão móvel disponíveis no Brasil, o que inclui celulares convencionais, terminais de pagamento eletrônico, sensores e dispositivos de rastreamento via IoT, o saldo líquido do mês totalizou 538 mil novos acessos. Com este incremento, o Brasil avançou por fevereiro de 2026 mantendo um volume consolidado de 271,2 milhões de linhas operacionais. A Claro manteve a liderança neste panorama amplo com um saldo positivo de 501 mil conexões, acompanhada pela Vivo com 197 mil adições. A TIM, refletindo sua perda nas linhas humanas, amargou uma retração geral de 197 mil acessos líquidos.
As assinaturas na modalidade pós-paga, que são historicamente consideradas os ativos de maior valor estratégico e financeiro para as operadoras, deram continuidade à sua forte trajetória de expansão. O segmento finalizou o mês com uma adição expressiva de 759 mil acessos. A Claro liderou o avanço no pós-pago com 345 mil novos contratos, seguida pela Vivo com 258 mil e pela TIM com 68 mil. Atualmente, o mercado nacional consolida 177,6 milhões de chips ativos com faturamento pós-pago, superando com ampla margem os 93,2 milhões de acessos em planos pré-pagos. Entre as três gigantes do setor, a TIM permanece como a única operadora cuja base de clientes de pré-pago supera o volume de usuários de planos pós-pagos.
Por que o avanço das redes 5G e da conectividade IoT perdeu força?
Apesar da modernização constante da infraestrutura nacional, a velocidade de adoção tecnológica da quinta geração de redes móveis apresentou sinais de arrefecimento. O mercado registrou a entrada de 1,1 milhão de novos assinantes na tecnologia 5G em fevereiro de 2026, configurando o resultado mais brando para um único mês no intervalo de um ano. A Vivo sustenta a liderança geral no segmento 5G com 24,5 milhões de conexões estabelecidas. Contudo, a Claro liderou a adesão mensal ao captar 576 mil ativações, atingindo 21,9 milhões de aparelhos conectados à rede moderna. A TIM reportou um crescimento líquido de 147 mil, alcançando 14,2 milhões de acessos. No âmbito regional, os maiores saltos percentuais de expansão da rede 5G foram observados nas seguintes provedoras:
- Brisanet, operadora com forte atuação na região Nordeste, com alta de 6,50%.
- Unifique, provedora de destaque na região Sul do país, com evolução de 5,10%.
Por fim, o ecossistema de Internet das Coisas apresentou um avanço discreto, registrando um saldo positivo de apenas 34 mil novos acessos. O parque tecnológico brasileiro conta hoje com 54,1 milhões de chips voltados para a automação de máquinas, veículos e rastreadores. O relatório ressalta que a precisão estatística do setor de IoT foi prejudicada devido à ausência de dados da Emnify, uma das operadoras especialistas no segmento. A empresa, que não encaminhou suas informações mais recentes à Anatel, contabilizava 162 mil conexões ativas até o último trimestre do ano anterior.


