Pesquisadores da Universidade de Cambridge criaram um chip que imita a física do cérebro humano e é capaz de reduzir em até 70% o consumo energético de tarefas de inteligência artificial, segundo informações publicadas em 29 de março de 2026. O dispositivo foi desenvolvido no Reino Unido e utiliza materiais especiais que processam e armazenam dados no mesmo local, solucionando um dos principais gargalos da computação atual.
De acordo com informações do Olhar Digital, o novo componente utiliza óxidos de metal para replicar as sinapses humanas, permitindo que a informação seja manipulada de forma contínua, semelhante ao processamento biológico. Para o Brasil, avanços desse tipo são relevantes porque data centers, serviços em nuvem e dispositivos conectados fazem parte da infraestrutura digital usada por empresas, governos e consumidores no país.
Como funciona o chip inspirado no cérebro?
Diferente dos processadores convencionais, que separam memória e processamento, o chip da Universidade de Cambridge une essas duas funções. Essa característica elimina o chamado “muro de von Neumann”, responsável pelo alto consumo de energia no transporte de dados entre componentes.
O material imita a plasticidade sináptica, permitindo que o chip aprenda e armazene informações no mesmo local onde realiza os cálculos.
Quais são as principais vantagens dessa tecnologia?
A principal vantagem está na eficiência energética. Testes laboratoriais demonstraram redução de 70% no consumo de eletricidade em tarefas de IA. Além disso, a tecnologia oferece outras melhorias:
- Menor pegada de carbono para data centers
- Velocidade de resposta maior em sistemas complexos
- Possibilidade de rodar modelos de IA generativa diretamente em dispositivos móveis
- Aumento da privacidade ao reduzir o envio de dados para a nuvem
- Redução na emissão de calor dos servidores
- Maior duração de baterias em smartphones e laptops
A inovação também pode permitir o processamento local de grandes modelos de linguagem, diminuindo a dependência de infraestrutura de nuvem. Em um mercado como o brasileiro, isso pode contribuir para reduzir custos operacionais de processamento e ampliar o uso de IA em celulares, notebooks e equipamentos conectados.
Por que o chip inspirado no cérebro resolve o gargalo da IA?
O principal problema da computação moderna está no constante deslocamento de dados entre a unidade de processamento e a memória. Esse movimento gera aquecimento excessivo e desperdício de energia. Ao integrar memória e processamento, o chip elimina essa jornada desnecessária de informações.
O semicondutor desenvolvido atua como um neurônio artificial, realizando cálculos complexos exatamente onde os dados estão armazenados. Comparado à arquitetura tradicional, o consumo energético cai de 100% para cerca de 30%.
Qual é o impacto para o futuro do meio ambiente?
O crescimento do uso de ferramentas como o ChatGPT fez disparar a demanda mundial por eletricidade. Soluções de hardware mais eficientes são consideradas tão importantes quanto avanços em algoritmos para garantir a sustentabilidade da inteligência artificial a longo prazo.
A adoção dessa tecnologia pode ajudar a reduzir a pressão energética do setor de tecnologia. Para países com expansão de serviços digitais, como o Brasil, ganhos de eficiência em servidores e dispositivos também têm impacto potencial sobre consumo elétrico e custos de operação.
Quando veremos essa inovação nos dispositivos comerciais?
A pesquisa ainda está na fase de prototipagem avançada em laboratórios de nanociência. Os próximos passos envolvem parcerias com a indústria de semicondutores para escalar a produção e garantir compatibilidade com sistemas operacionais existentes.
Especialistas estimam que os primeiros módulos de memória inteligente possam chegar ao mercado corporativo em poucos anos, beneficiando laptops, servidores e dispositivos de Internet das Coisas.


