O Governo Federal reconheceu a situação de emergência em Dourados, Mato Grosso do Sul, devido à epidemia de chikungunya. A decisão foi oficializada em uma portaria do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (30). De acordo com informações da Agência Brasil, a medida permitirá uma resposta mais eficaz ao surto da doença, sobretudo em bairros e na reserva indígena, através de ações conjuntas entre a prefeitura, o governo federal e o governo estadual.
Qual a situação atual da epidemia em Dourados?
Na sexta-feira anterior à publicação, o prefeito de Dourados, Marçal Filho, emitiu um decreto declarando situação de emergência devido à epidemia de chikungunya em várias áreas do município. O boletim epidemiológico do dia 26 reportou 1.455 casos prováveis, 785 confirmados, 900 sob investigação e 39 internações em áreas urbanas. Já na Reserva Indígena de Dourados, foram notificados 1.168 casos prováveis, 629 confirmados, 539 em investigação, sete internações, 428 atendimentos hospitalares e cinco óbitos.
Quais medidas estão sendo implementadas?
O decreto municipal autoriza a mobilização de todos os órgãos locais sob a coordenação da Defesa Civil para responder ao surto e para a reconstrução das áreas afetadas. Do mesmo modo, permite a convocação de voluntários e a aceitação de doações para fortalecer as medidas de combate. Além disso, em situações de risco iminente, agentes têm autorização para entrar em residências e até utilizar propriedades privadas, garantindo posterior indenização aos proprietários, caso haja danos.
O que é a chikungunya e quais os riscos?
A chikungunya é um tipo de arbovirose transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue. Infecções por chikungunya frequentemente causam dor articular, podendo evoluir para complicações mais graves que requerem hospitalização. Embora a doença seja controlável, em alguns casos, leva a óbitos, como já registrado na Reserva Indígena de Dourados.



