A mãe da menina de 11 anos que teria sido repreendida por um segurança ligado à cantora Chappell Roan em um hotel de São Paulo divulgou sua versão do caso no domingo, 22 de março de 2026, após a repercussão de um relato inicial feito por Jorginho. Segundo a família, a criança teria reconhecido a artista durante o café da manhã, e a abordagem posterior do segurança foi considerada excessiva. De acordo com informações da NME, Roan afirmou depois que o homem envolvido não era seu segurança pessoal e disse não ter presenciado a situação.
O episódio teria ocorrido enquanto Catherine Harding e a filha estavam hospedadas na capital paulista para acompanhar o Lollapalooza Brasil, festival realizado anualmente em São Paulo e um dos principais eventos de música do país, do qual Chappell Roan foi atração principal no sábado, 21 de março. Em publicação anterior, Jorginho relatou que a filha passou pela mesa da cantora para confirmar se era ela e que, em seguida, um segurança se aproximou de forma “completamente desproporcional”, deixando a menina em lágrimas.
O que disse a mãe da menina sobre a abordagem?
Em vídeo publicado nas redes sociais, Catherine Harding disse concordar com a possibilidade de o homem não ser o segurança pessoal da cantora, mas afirmou não acreditar que ele trabalhasse para o hotel. Segundo ela, tratava-se de alguém que acompanhava artistas. Harding declarou que não sabe se houve orientação direta de Roan para a abordagem, mas argumentou que pessoas públicas têm responsabilidade sobre a conduta de quem atua em seu entorno ou em seu nome.
Ao detalhar a cena, Harding afirmou que se sentiu intimidada pela postura do homem, descrito por ela como fisicamente imponente. Segundo seu relato, ele teria se aproximado enquanto mãe e filha tomavam café da manhã e as repreendido, dizendo que a criança não deveria desrespeitar ou assediar outras pessoas e que ela deveria ser melhor educada. A mãe afirmou que, para ela, a conduta ultrapassou um limite.
“Isso realmente ultrapassou um limite.”
Como Chappell Roan respondeu às acusações?
Em sua própria manifestação, Chappell Roan afirmou que não pediu ao segurança que abordasse mãe e filha e declarou que sequer viu o que aconteceu. A cantora disse que as duas não fizeram nada contra ela e considerou injusto que a equipe de segurança presumisse má intenção sem motivo. Também pediu desculpas à mãe e à criança caso tenham se sentido desconfortáveis.
“Eu não pedi ao segurança para ir falar com essa mãe e essa criança. Não pedi.”
Roan acrescentou ainda que não odeia fãs nem crianças e lamentou que alguém tenha suposto que mãe e filha fariam algo inadequado. Na declaração reproduzida pela NME, a artista disse que elas não mereciam passar por essa situação.
Qual foi o impacto do episódio para a família?
Harding afirmou que a viagem a São Paulo havia sido planejada especificamente para ver a apresentação de Roan no festival e que o ingresso era um presente de aniversário para a filha. Depois do episódio no hotel, porém, as duas acabaram não indo ao show. O relato reforçou a dimensão emocional do caso para a família, que viajava com a expectativa de acompanhar a artista ao vivo.
O caso ganhou ainda mais repercussão depois que a NME informou que o prefeito do Rio de Janeiro vetou a participação de Roan no evento Todo Mundo no Rio e convidou a menina para comparecer a uma próxima edição como convidada de honra. O texto original também situa a controvérsia no contexto de declarações anteriores da cantora sobre comportamento invasivo de fãs e paparazzi.
Por que o caso repercutiu além do episódio em São Paulo?
A reportagem lembra que Chappell Roan já havia falado publicamente, em outras ocasiões, sobre limites entre artistas, fãs e fotógrafos. Nos últimos anos, ela criticou abordagens que considerou invasivas e comentou o impacto da fama em sua vida pessoal. Esse histórico ajudou a ampliar o debate nas redes sociais, especialmente porque, desta vez, a discussão envolve a conduta de um segurança diante de uma criança.
Com as versões de Harding e Roan já divulgadas, permanece a divergência sobre a vinculação do homem à cantora e sobre a cadeia de responsabilidade pela abordagem. Até o momento, o relato público reúne principalmente os depoimentos da família e da artista, sem confirmação independente sobre a identidade funcional do segurança citado.
