O Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e o Instituto Militar de Engenharia (IME) assinaram um acordo para a criação do Instituto de Pesquisas do Exército na Amazônia (Ipeam). A cerimônia ocorreu na sede do Censipam, em Brasília, no dia 23 de janeiro de 2026. De acordo com informações do Ministério da Defesa, o Ipeam será implantado na unidade do Censipam em Manaus, capital do Amazonas e principal centro urbano da Amazônia brasileira.
Qual é a importância deste acordo?
Durante a cerimônia, o ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, destacou a relevância de expandir instituições como o IME para outras regiões, visando gerar mais oportunidades.
“Nós precisamos respeitar a nossa integração, mas nós precisamos também respeitar as nossas necessidades regionais”,
afirmou o ministro. Ele mencionou exemplos de expansão, como o novo campus do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em Fortaleza e o Campus Integrado de Manufatura e Tecnologia (Cimatec) em Salvador.
Quais são os objetivos do acordo?
O acordo visa fortalecer a cooperação entre o Censipam e o IME para promover pesquisa aplicada, formação de recursos humanos especializados e uso de tecnologias avançadas. O comandante do Exército, general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, ressaltou os desafios da região amazônica, que exigem soluções inovadoras baseadas em conhecimento científico e tecnologias avançadas. O Censipam é vinculado ao Ministério da Defesa e atua no monitoramento e na produção de informações estratégicas sobre a Amazônia.
Quais são os resultados esperados?
Espera-se que a cooperação resulte em integração operacional entre o Censipam e o IME, compartilhamento de informações e infraestrutura, e apoio técnico-científico em projetos de interesse comum. Além disso, busca-se identificar soluções tecnológicas para defesa, monitoramento ambiental e inovação tecnológica na Amazônia. O acordo também prevê a criação de um ambiente de experimentação e validação tecnológica.
O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Marcos Amaro, e o senador Eduardo Braga (MDB-AM).



