O aumento das tensões no Golfo Pérsico escalou com a notícia de que o Catar abateu dois caças iranianos Su-24. O incidente ocorre em um contexto de ataques e contra-ataques na região, envolvendo os Estados Unidos, Israel e Irã. De acordo com informações do Petronotícias, os países árabes do Golfo, aliados dos EUA, têm sido alvos de drones e mísseis iranianos desde o início dos ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos e Israel no último sábado.
O Ministério da Defesa do Catar confirmou o incidente com os caças Su-24, sem fornecer detalhes adicionais. Antes do confronto, o Irã havia declarado que todas as bases militares americanas na região seriam consideradas alvos. Em resposta, as embaixadas americanas emitiram alertas de segurança para seus cidadãos, recomendando cautela diante da escalada das tensões, descrita por especialistas como uma estratégia de disseminação de terror.
Em outro incidente, a Autoridade de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) relatou que uma embarcação foi atingida por dois projéteis não identificados no porto do Bahrein, resultando em um incêndio. A tripulação foi evacuada e o fogo foi extinto. A embaixada dos EUA no Bahrein emitiu um alerta sobre possíveis ataques terroristas contra cidadãos americanos.
## Quais foram os outros incidentes reportados na região?
No Iraque, três drones armados foram abatidos perto do Aeroporto de Erbil, onde há presença de forças americanas. Em Dubai, as operações no porto de Jebel Ali foram retomadas após uma interrupção. A embaixada dos EUA na Jordânia também emitiu um alerta de segurança após relatos de detecção de mísseis no espaço aéreo jordaniano.
O Catar confirmou a interceptação de ataques iranianos contra infraestrutura civil, incluindo o Aeroporto Internacional de Doha. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar afirmou que o país não deixaria tais ataques sem resposta e que não há diálogo em curso com o Irã. Em resposta às tensões, Estados Unidos, Bahrein, Jordânia, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos emitiram uma declaração conjunta condenando os ataques iranianos.
## Qual o tamanho das perdas do Irã no conflito?
Segundo o The Jerusalem Post, mais de mil membros da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e oficiais de segurança iranianos foram mortos desde o início do conflito. Instalações pertencentes ao IRGC, à milícia Basij e prédios governamentais foram alvos dos ataques.
Os ataques em Teerã focaram-se em bases de emergência de segurança interna, instalações da Basij e da Guarda Revolucionária Islâmica. As forças armadas israelenses afirmaram ter atingido 10 quartéis-generais do Ministério da Inteligência do Irã e posições da Força Quds da Guarda Revolucionária Islâmica. A Força Aérea de Israel também realizou ataques contra lançadores de mísseis, instalações de produção de armas e outros locais da Força Aérea da Guarda Revolucionária Islâmica.
## Qual a mensagem de Israel aos seus inimigos?
“Não há lugar onde não os encontraremos”, afirmou o chefe da Inteligência das Forças de Defesa de Israel (IDF), major-general Shlomi Binder.
Binder também declarou:
“Poderíamos surpreendê-los taticamente, começando em um horário inesperado e pegando nossos inimigos no meio de reuniões. Em 40 segundos, eliminamos mais de 40 das pessoas mais importantes do Irã e ainda não terminamos.”
O chefe da Diretoria de Inteligência das Forças de Defesa de Israel (IDF) concluiu:
“Analisando os últimos dois anos de guerra, acredito que estamos enviando uma mensagem muito clara aos nossos inimigos: não há lugar onde não os encontraremos.”
