Castanha no Acre entra em debate sobre industrialização e fortalecimento da economia - Brasileira.News
Início Estados (UF) Acre Castanha no Acre entra em debate sobre industrialização e fortalecimento da economia

Castanha no Acre entra em debate sobre industrialização e fortalecimento da economia

0
8
Mãos de trabalhador seguram um punhado de castanhas-do-pará frescas em uma plantação na floresta amazônica.
Reprodução / agencia.ac.gov.br

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict) e da Casa Civil, reuniu na quinta-feira, 26 de março de 2026, representantes do setor produtivo da castanha para discutir, em Rio Branco, medidas voltadas à ampliação da industrialização da matéria-prima no estado. O encontro buscou construir estratégias para ampliar o processamento local da castanha, reduzir a comercialização in natura e fortalecer a economia acreana com geração de empregos, renda e novas oportunidades em uma cadeia já consolidada. O Acre está entre os principais estados produtores de castanha-do-brasil no país, o que dá peso nacional ao debate sobre processamento e agregação de valor.

De acordo com informações do Acre (Gov), a reunião na Casa Civil contou com empresários, entidades de classe, cooperativas e outros órgãos estaduais. O foco do debate foi criar mecanismos para agregar valor à produção local, diante do cenário em que grande parte da castanha produzida nos municípios acreanos ainda é comercializada e exportada de forma in natura.

O que foi discutido para ampliar a industrialização da castanha no Acre?

Segundo o relato oficial, governo e setor empresarial discutiram formas de ampliar o processamento da castanha dentro do próprio estado. A proposta em debate é fortalecer a cadeia produtiva local a partir de medidas que incentivem a permanência da matéria-prima no Acre, permitindo que mais etapas da produção ocorram internamente.

Esse movimento, de acordo com o encontro, tem como objetivo central aumentar a geração de empregos no setor, ampliar a renda e criar novas oportunidades econômicas a partir de uma atividade já relevante para o estado. A construção de uma proposta conjunta também deverá resultar em medidas estruturantes, incluindo a elaboração de um projeto voltado ao fortalecimento da integração entre os diferentes segmentos da cadeia.

— Publicidade —
Google AdSense • Slot in-article

Por que a comercialização in natura é um ponto central nesse debate?

O principal ponto levantado na reunião é que grande parte da castanha acreana ainda sai do estado sem processamento industrial. Na avaliação apresentada durante o encontro, isso limita a agregação de valor ao produto e reduz o potencial de expansão da indústria local.

Ao defender maior processamento interno, os participantes apontam a possibilidade de fortalecer a economia regional por meio da transformação da matéria-prima no próprio Acre. A discussão envolve não apenas a atividade industrial, mas também os impactos sobre emprego, renda e dinamização econômica em torno da cadeia da castanha. Como a castanha-do-brasil é um produto tradicional da região Norte e relevante na pauta extrativista brasileira, mudanças no processamento local também afetam a inserção do produto no mercado nacional e externo.

  • ampliação do processamento da castanha dentro do Acre;
  • maior agregação de valor à produção local;
  • geração de empregos no setor;
  • ampliação da renda;
  • fortalecimento da integração entre produtores e indústrias.

Como produtores extrativistas e indústrias entram nessa proposta?

Outro ponto tratado no encontro foi a busca por alternativas para equilibrar a relação comercial entre produtores extrativistas, que fornecem a castanha, e as indústrias que adquirem o produto. A ideia apresentada é garantir maior oferta de matéria-prima para o processamento local, ao mesmo tempo em que se discutem melhores condições de comercialização.

De acordo com o texto de origem, a expectativa é que a formulação conjunta entre governo e setor produtivo possa criar bases mais estáveis para o funcionamento da cadeia. Isso inclui medidas que atendam tanto quem produz quanto quem industrializa, com vistas à continuidade das atividades e ao fortalecimento do setor no estado.

O que disseram os representantes do governo e da indústria?

O titular da Seict, Assurbanípal Mesquita, afirmou que a castanha tem papel estratégico no desenvolvimento socioeconômico do Acre e na expansão do setor industrial local.

“Historicamente, a castanha é um produto de grande relevância para o Acre e se destaca dentro das nossas exportações. Hoje, grande parte ainda é comercializada in natura, o que mostra o potencial que temos para agregar valor, atrair novas indústrias e gerar empregos a partir desse setor”, afirmou.

O presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Alimentares do Acre (Sinpal), José Luiz Felício, ressaltou a importância de manter a matéria-prima no estado para abastecer as indústrias locais.

“Precisamos manter a castanha no Acre para que ela seja beneficiada aqui, gerando mais benefícios para a economia local. Muitas indústrias param suas atividades por falta de matéria-prima, e esse debate é essencial para fortalecer o setor”, destacou.

Já o coordenador da Casa Civil, Ítalo Medeiros, disse que a pauta tem sido tratada como prioritária pelo governo estadual e relacionou a industrialização da castanha ao desenvolvimento econômico do Acre.

“A industrialização da castanha é fundamental para o desenvolvimento do Acre. É necessário construir soluções que atendam tanto os produtores quanto as indústrias, garantindo o pleno funcionamento do setor e ampliando as oportunidades de crescimento no estado”, encerrou ele.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here