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Casa do Artesão Design Mestre Albertino completa um ano de fomento à cultura no Piauí

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A Casa do Artesão Design Mestre Albertino, localizada no Piauí, celebra seu primeiro aniversário em abril de 2026, consolidando-se como um pilar de sustentabilidade e valorização para a economia criativa estadual. Inaugurado por iniciativa da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) em conjunto com a Superintendência de Desenvolvimento do Artesanato Piauiense (Sudarpi), o espaço atua como um centro multifuncional que integra a comercialização de produtos, a capacitação técnica de profissionais e a promoção da identidade regional.

De acordo com informações do Governo do Piauí, o local presta homenagem ao Mestre Albertino, ícone do artesanato regional, servindo como um símbolo de tradição e criatividade. A estrutura foi planejada para oferecer um suporte completo ao setor, dividindo-se em três áreas estratégicas: um setor fixo para vendas, uma sala destinada a exposições e eventos culturais, e um espaço voltado especificamente para reuniões e o treinamento contínuo dos artesãos.

Quais foram os resultados financeiros da Casa do Artesão no primeiro ano?

Em 12 meses de atividades, a unidade registrou um desempenho econômico significativo, beneficiando diretamente mais de 80 profissionais do setor. Segundo o balanço oficial, foram comercializadas 1.749 peças artesanais, o que resultou em um faturamento total de R$ 287,7 mil. Esse montante reflete a eficácia da vitrine oferecida pelo espaço para o escoamento da produção local.

Além do impacto financeiro imediato, o projeto visa à sustentabilidade a longo prazo da cadeia produtiva. O fortalecimento do setor é estratégico para a economia criativa do Brasil, uma vez que o artesanato piauiense é reconhecido nacionalmente por tipologias de alto valor cultural, como a tradicional arte santeira em madeira, a cerâmica e a tecelagem. A gestão da unidade foca na preservação de técnicas tradicionais enquanto introduz conceitos de design contemporâneo, permitindo que as obras alcancem novos mercados e perfis de consumidores interessados na produção autêntica piauiense.

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Como o espaço beneficia o trabalho dos artesãos piauienses?

Para os profissionais envolvidos, a existência de um ponto fixo de exposição e venda representa segurança jurídica e visibilidade. A artesã Kamila Poncian destaca que a iniciativa funciona como um divisor de águas para o reconhecimento do ofício.

“Ela trouxe mais visibilidade para o meu trabalho e abriu portas para que mais pessoas conhecessem a Poncian’s. Além disso, me proporcionou oportunidades que vão além da venda, como ministrar palestras e contribuir na formação de novos artesãos e empreendedores”, relatou a profissional.

O artesão Ariosvaldo Torres também reforça o impacto positivo na percepção de valor dos produtos manuais.

“A Casa do Artesão melhorou muito a divulgação da arte que faço, e isso refletiu positivamente nas vendas. Ter um espaço fixo para expor minhas peças nos dá mais segurança e a certeza de que temos uma loja bonita e espaçosa, trabalhando a favor da arte”, afirmou Torres.

Quais são os planos de expansão para o artesanato estadual até 2026?

A projeção da Casa do Artesão transcende as fronteiras do estado, tendo conquistado espaço em eventos de renome nacional, como a CASACOR Piauí e a Galeria Nômade, além de diversas feiras de turismo pelo país. Essa exposição externa é parte de uma estratégia de crescimento que busca consolidar o Piauí como referência nacional em design artesanal.

O superintendente da Sudarpi, Ícaro Machado, ressalta que o espaço foi concebido para colocar o profissional no centro das políticas públicas.

“Este espaço foi criado para colocar o artesão no centro de tudo que fazemos. É uma política pública que gera crescimento, inovação, reconhecimento e desenvolvimento econômico, mas que, acima de tudo, mostra que o artesanato é vida, identidade e cultura”, pontuou Machado.

As metas para o futuro incluem a ampliação do número de beneficiários, com o objetivo de atingir mais de 100 artesãos assistidos até julho de 2026. O cronograma prevê a oferta de novas oficinas de aperfeiçoamento, o aumento da participação em projetos culturais e o fortalecimento de parcerias que garantam o impacto social e econômico do artesanato para as próximas gerações.

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