Em junho de 2025, a modelo Gisele Bündchen participou de uma campanha publicitária do C6 Bank, banco digital brasileiro, na qual afirmava que a instituição democratizou serviços antes exclusivos a clientes de private bank (segmento voltado à gestão de grandes fortunas). Contudo, em março de 2026, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) suspendeu a concessão de novos empréstimos consignados — modalidade na qual as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento — do banco para aposentados e pensionistas. De acordo com informações do Poder360, a decisão foi publicada no Diário Oficial da União. A suspensão ocorreu devido a alegações de cobranças irregulares em benefícios de segurados.
Na campanha, Gisele Bündchen declarou:
“Você lembra quando só quem era cliente de private bank tinha produtos exclusivos? Como conta no exterior ou investimentos no mundo inteiro? O C6 Bank mudou tudo isso.”
Ela complementa dizendo que as inovações e serviços, antes restritos a poucos, agora estão acessíveis a um número maior de clientes, finalizando com a frase:
“E isso é extraordinário. C6 Bank. Para uma vida extraordinária.”
Em agosto de 2023, o C6 Bank havia anunciado a renovação do contrato com a modelo até 2025.
O INSS alega que o banco terá que devolver cerca de R$ 300 milhões aos beneficiários afetados pelas cobranças irregulares. A suspensão permanecerá em vigor até que todos os valores descontados indevidamente sejam restituídos com correção monetária, e a instituição deverá interromper as cobranças consideradas irregulares.
Quais irregularidades foram identificadas pelo INSS?
Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU), órgão de controle interno do governo federal, identificou ao menos 320 mil contratos com indícios de descontos indevidos por serviços não autorizados, como seguros e pacotes adicionais cobrados diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas. As áreas técnicas do INSS confirmaram as irregularidades.
A autarquia federal afirmou que a suspensão foi aplicada devido ao descumprimento de regras estabelecidas em um acordo anterior com o banco. Apesar de reuniões entre as instituições, não houve consenso para solucionar o problema. Caso a decisão não seja cumprida, o INSS pode suspender repasses financeiros e acionar a Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência), estatal responsável por processar as folhas de pagamento, para garantir as medidas.
Qual a posição do C6 Bank sobre as acusações?
O C6 Bank se manifestou sobre a suspensão dos consignados pelo INSS, afirmando:
“O C6 discorda integralmente da interpretação do INSS e vai buscar seu direito de defesa na esfera judicial, porque não praticou nenhuma irregularidade e seguiu rigorosamente todas as normas vigentes.”
O banco também esclareceu que a contratação do consignado nunca esteve condicionada à compra de nenhum outro produto e que não desconta parcelas mensais referentes à contratação de pacote de benefícios.
Quais os próximos passos?
Com a suspensão, o C6 Bank buscará seus direitos na esfera judicial. O INSS aguarda a restituição dos valores aos segurados e a interrupção das cobranças irregulares. A situação continua em aberto, com o banco negando as irregularidades e a Previdência Social buscando garantir os direitos dos beneficiários.



