O grupo sul-coreano BTS retomou sua carreira musical com o lançamento do álbum ‘Arirang’, divulgado em 20 de março de 2026, marcando o fim de um hiato de mais de cinco anos devido ao serviço militar obrigatório de seus sete integrantes. Segundo informações da Rolling Stone Brasil, o retorno traz produções de destaque internacionais e reforça tanto a identidade do grupo quanto suas conexões com a cultura da Coreia do Sul. O retorno também mobiliza a grande base de fãs do grupo no Brasil, um dos mercados em que o K-pop consolidou forte presença nos últimos anos, embora o texto de referência não mencione previsão de shows no país.
Durante o período de afastamento, RM, Jin, Suga, J-Hope, Jimin, V e Jung Kook investiram em projetos solo distintos, experimentando estilos e sonoridades individuais que agora resultam em um trabalho coletivo mais maduro e com múltiplas influências. O álbum ‘Arirang’ conta com 14 faixas assinadas por produtores como Diplo, Flume, Ryan Tedder, Kevin Parker (Tame Impala), Mike WiLL Made-It e JPEGMAFIA.
Como o BTS utiliza referências coreanas e colaborações globais em ‘Arirang’?
A faixa de abertura do álbum, “Body to Body”, destaca a fusão entre elementos tradicionais coreanos — como a interpolação da canção folclórica “Arirang” — e produção pop contemporânea, com o grupo convocando o público a se envolver em uma atmosfera de espetáculo. Nos últimos 30 segundos da música, há a introdução de instrumentos tradicionais, simbolizando a mistura entre o antigo e o novo dentro do universo do BTS.
Um dos momentos notórios do álbum ocorre no interlúdio central, que apresenta o toque do Sino Emille, um artefato histórico coreano de mais de 1,2 mil anos, usado como forma de reafirmar as raízes do grupo. O BTS também destaca no repertório o compromisso em não diluir sua identidade original frente ao sucesso internacional, optando por manter suas características culturais, mesmo em parcerias com grandes nomes da produção global.
Quais destaques individuais dos membros influenciaram o novo álbum?
A Rolling Stone Brasil detalha que todos os integrantes tiveram passagens por projetos pessoais: Jimin imergiu no pop sofisticado com “Muse”; RM fez parcerias no soul e rap alternativo em “Indigo”; Suga, sob o nome Agust D, lançou o introspectivo “D-Day”; Jung Kook trouxe colaborações de hip-hop em “Golden”; J-Hope explorou a dança de rua e gravações cruas em “Jack in the Box”; V focou em canções de clube noturno inspiradas no jazz em “Layover”; já Jin destacou-se com o estilo glam rock em “Echo”.
No álbum coletivo, essas experiências individuais convergem, com a produção de RM presente em quase todas as faixas e os demais membros também participando ativamente na composição e criação. No repertório, músicas como “FYA”, “Aliens”, “2.0” e “They Don’t Know ‘Bout Us” retornam à energia dos anos iniciais, enquanto faixas como “Swim”, “One More Night” e “Merry Go Round” aprofundam o lado experimental do grupo, flertando com synthpop, house dos anos 1990 e R&B jazzístico.
Como o ‘Arirang’ representa o posicionamento do BTS na cena mundial?
Segundo a publicação analisada, ‘Arirang’ é visto como um manifesto que reitera o papel do BTS não apenas como astros do K-pop, mas também como representantes da cultura coreana em escala global. Para o público brasileiro, esse reposicionamento ajuda a explicar por que cada lançamento do grupo costuma ter ampla repercussão nas plataformas digitais e nas redes sociais, onde a base de fãs da banda mantém forte engajamento.
A escolha do nome ‘Arirang’ — referência a uma das músicas folclóricas mais importantes da Coreia do Sul — e a incidência de elementos nacionais nas letras e arranjos expressam o esforço do BTS em manter vivo o elo com suas origens ao mesmo tempo em que explora novas fronteiras da música pop contemporânea.


