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BRB: Governadora do DF promete solução em 30 dias e descarta quebra

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A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), assegurou nesta quinta-feira (9) que o Banco de Brasília (BRB) não entrará em falência e prometeu apresentar uma solução definitiva para a grave crise de liquidez enfrentada pela instituição financeira em um prazo máximo de 30 dias. O pronunciamento ocorreu na capital paulista, logo após uma reunião de alinhamento técnico com o presidente do Banco Central do Brasil (BC), Gabriel Galípolo. O encontro, que também contou com a presença do atual presidente do BRB, Nelson de Souza, teve como objetivo principal demonstrar à autoridade monetária os esforços da nova gestão para estabilizar o caixa do banco estadual.

De acordo com informações do Valor Econômico, a governadora foi enfática ao descartar o risco de insolvência, buscando tranquilizar o mercado e os correntistas. A crise no balanço do banco público foi desencadeada por um rombo financeiro atrelado a operações realizadas em conjunto com o Banco Master. Desde que a situação veio à tona, o Governo do Distrito Federal (GDF) vem tentando estruturar diferentes vias de capitalização para evitar uma intervenção regulatória mais dura.

Durante a entrevista concedida aos jornalistas em São Paulo, Celina Leão reforçou que as tratativas com o órgão regulador estão avançando de forma transparente. Segundo as fontes consultadas, a nova administração do banco elaborou um plano de recuperação técnica que já se encontra nas mãos das autoridades competentes.

“Acho que no prazo de menos de 30 dias teremos uma situação totalmente diferente da que nós estamos vivendo hoje. Serão dados oficiais, tudo aqui acompanhado pelo próprio Banco Central e pelo BRB. Em 30 dias, nós damos uma solução definitiva para o banco”, afirmou a governadora.

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Como o BRB chegou a essa crise de liquidez?

A necessidade urgente de injeção de capital no banco brasiliense tem origem direta no impacto das operações financeiras ligadas ao Banco Master, que geraram um passivo substancial. Conforme os dados revelados pelo mercado e confirmados pelos veículos financeiros, o BRB necessita atualmente de uma recomposição estrutural expressiva. Estima-se que a instituição precise de uma injeção de liquidez que atinge a marca de R$ 8,8 bilhões para normalizar suas atividades e enquadrar-se novamente nas exigências operacionais e de segurança cobradas pelo Banco Central.

Conforme noticiado pela CNN Brasil, o Governo do Distrito Federal tentou implementar algumas medidas emergenciais antes do atual plano de salvamento. Entre as principais iniciativas frustradas, destacam-se:

  • A aprovação de um projeto de lei na Assembleia Legislativa do Distrito Federal que autorizava a transferência direta de imóveis pertencentes ao governo para o patrimônio do BRB.
  • A sanção dessa lei pelo Executivo local com o objetivo de aumentar imediatamente o capital físico e contábil da instituição.
  • A suspensão judicial dessa mesma legislação após contestações nos tribunais, inviabilizando o repasse dos bens e travando a solução imobiliária que daria fôlego imediato ao banco.

Quais são as alternativas em negociação para salvar o banco?

Com o bloqueio da transferência de imóveis na Justiça, a direção do banco e o governo do Distrito Federal precisaram buscar saídas no mercado financeiro tradicional e junto a mecanismos de proteção de crédito. O foco atual é garantir o montante necessário por vias institucionais e societárias, sempre sob a supervisão estrita do Banco Central do Brasil.

Uma das principais frentes de atuação envolveu o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A instituição estadual recorreu ao fundo solicitando um empréstimo na ordem de R$ 4 bilhões. O objetivo desse montante é fortalecer o capital do banco e cobrir a parte mais crítica do rombo de liquidez. Até o momento desta publicação, não há uma definição oficial ou confirmação de que o pedido bilionário será aprovado pelo conselho do FGC, o que aumenta a expectativa para os próximos 30 dias estabelecidos pela governadora para a solução definitiva.

Além da busca por crédito externo, o banco prepara movimentações internas cruciais em seu quadro corporativo. Uma assembleia geral extraordinária foi oficialmente convocada para o próximo dia 22. O principal item da pauta dessa reunião será a votação para a ampliação formal do capital social do BRB, um passo técnico e burocrático obrigatório para permitir a entrada de novos recursos e diluir ou reestruturar a participação financeira necessária à salvação da entidade.

O que significa o alinhamento com o Banco Central?

A presença da governadora e do presidente do banco estadual na sede do BC em São Paulo carrega um forte peso institucional e de mercado. A reunião serviu para atestar o compromisso político do Governo do Distrito Federal com a saúde financeira de sua instituição de crédito mais importante. A autoridade monetária, responsável pela estabilidade financeira do país, exige planos críveis e execução rigorosa quando um banco de relevância regional apresenta problemas contábeis.

“O Banco de Brasília é um banco que realmente tem um sentido histórico para a cidade e para o DF. Tanto o GDF quanto o banco fazem uma nova gestão nesse momento e nós viemos aqui ao Banco Central demonstrar isso e mostrar realmente todos os passos do que o BRB tem feito”, declarou Celina Leão.

A governadora ressaltou ainda que o encontro visava comprovar que a equipe liderada por Nelson de Souza está cumprindo fielmente todas as determinações e o que foi previamente acordado com a autoridade presidida por Gabriel Galípolo. O plano técnico, que foca primordialmente em detalhes de ajustes de caixa, agora sob escrutínio rigoroso, deverá ser o mapa do caminho. O objetivo é que, no prazo estipulado de um mês, a governadora possa anunciar oficialmente que a crise estrutural foi superada, evitando maiores sobressaltos sistêmicos para a economia do Distrito Federal, para o mercado bancário e para os clientes que dependem da operação da instituição pública.

Fontes consultadas

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